Vidierre não pretende usar a inteligência artificial apenas como resposta a consultas: a estratégia da empresa é tornar a tecnologia capaz de antecipar perguntas, tendências e riscos antes que se tornem evidentes. Esta é a síntese da visão apresentada pelo diretor-executivo Antonio Rota, em relato que traça a evolução da companhia e descreve o funcionamento da plataforma proprietária Wosm.
Com mais de três décadas de atividade, a trajetória da Vidierre acompanha a transformação da media intelligence. “A empresa nasce há mais de trinta anos e cresce junto com a evolução da media intelligence”, afirma Rota. Desde o início, explica o executivo, o objetivo foi claro: “ajudar empresas, instituições e veículos de comunicação a navegar na complexidade informativa e tomar decisões baseadas em dados confiáveis”. Hoje, a Vidierre atua como o núcleo tecnológico do Assist Group, grupo com atuação nacional e internacional no setor de comunicação há mais de trinta anos.
O volume e a variedade das fontes monitoradas são parte central do argumento. Segundo Rota, a plataforma Wosm reúne, gerencia e processa mais de 2,5 bilhões de registros, integrando fontes internas — como trilhas de áudio de call centers, arquivos e bases de dados — com fontes externas, incluindo televisão, imprensa escrita, rádio, sites e redes sociais. “Analisamos conteúdos estruturados e não estruturados, oferecendo um quadro informativo amplo, coerente e atualizado constantemente”, detalha o CEO.
O uso da inteligência artificial no modelo da Vidierre é definido como proativo, não reativo. Em vez de limitar-se a responder a consultas pontuais, os sistemas são projetados para analisar fluxos informacionais de maneira contínua, identificar sinais fracos, emergências de tendência e cenários potenciais antes que eles se tornem óbvios. “É um verdadeiro cambio de paradigma: da IA reativa para a IA proativa”, resume Rota, enfatizando a capacidade de antecipar demandas, comportamentos e possíveis criticidades.
Rota ressalta, entretanto, que a tecnologia por si só não é suficiente. A eficácia do sistema depende da integração entre automação e interpretação humana. “Wosm é fruto do trabalho conjunto de programadores, linguistas, data analysts, pesquisadores e profissionais de comunicação especializados em media intelligence”, afirma. Essa combinação — algoritmos que processam grandes volumes de dados e especialistas que interpretam sinais — é, segundo o executivo, o diferencial que transforma dados brutos em conhecimento acionável.
Entre os pontos que separam a Vidierre dos concorrentes, Rota destaca o caráter integrado da abordagem: a capacidade de combinar múltiplas fontes e formatos, o uso intensivo de técnicas de open source intelligence, e a entrega de produtos analíticos que não se limitam a indicadores, mas propõem cenários e recomendações estratégicas. Em suma, a proposta é equipar decisores com informação tempestiva e contextualizada.
Em apuração e cruzamento de fontes, a narrativa da Vidierre aponta para uma tendência clara no mercado de media intelligence: a maturação da inteligência artificial como instrumento estratégico capaz de antecipar movimentos e mitigar riscos, desde que alinhada ao julgamento e à experiência humana. A progressão técnica descrita por Rota — do monitoramento tradicional aos modelos preditivos e às plataformas integradas — traduz um movimento consistente rumo à previsibilidade e à utilidade operacional dos dados.
Este é o quadro que emerge da entrevista com Antonio Rota: uma empresa consolidada, ancorada em competências multidisciplinares, que aposta em sistemas proativos para transformar sinais dispersos em decisões informadas. Relato assinado por Giulliano Martini, com apuração e cruzamento de fontes para garantir a fidelidade dos fatos.

















