Nesta quinta-feira, 29 de janeiro, às 20h35, a tela da La7 volta a ser o cenário de um debate que traduz o pulso político italiano no horário nobre. Em mais um episódio do programa de análise e entrevistas, Otto e mezzo, Lilli Gruber terá como convidado em estúdio o empresário e editor Leonardo Maria Del Vecchio.
O programa consolidou-se como um espaço de espelho crítico — uma espécie de roteiro público onde se encenam e se confrontam interpretações sobre os fatos do dia. Na edição desta noite, além de Leonardo Maria Del Vecchio, participam também o editorialista de La Repubblica, Massimo Giannini, e o diretor editorial de Il Secolo d’Italia, Italo Bocchino. A presença de vozes com perfis distintos promete um entrelaçar de leituras que vai do comentário jornalístico à análise estratégica.
Como observadora cultural, vejo em encontros assim mais do que uma sucessão de perguntas e respostas: há um roteiro oculto que liga mídia, poder econômico e a construção de narrativas públicas. A entrevista com Leonardo Maria Del Vecchio não é apenas o encontro com um empresário e editor, mas um ponto de observação sobre como atores institucionais e econômicos se reposicionam diante de cenários políticos que mudam rapidamente.
Lilli Gruber, cuja condução do programa combina rigor jornalístico e sensibilidade para captar os sinais do Zeitgeist, deve orientar o debate por questões centrais da atualidade — economia, imprensa e o papel das elites no desenho das políticas públicas. Com a presença de Massimo Giannini e Italo Bocchino, o espectador pode esperar um painel plural, onde contrapontos e convergências se alternam como cortes de cena em um filme político.
Para o público que acompanha Otto e mezzo, a noite promete não só informação, mas uma leitura crítica sobre os fatos que moldam o presente. É nesses momentos que a televisão de análise se transforma em um espelho coletivo, refletindo não apenas o que aconteceu, mas como escolhemos narrar e interpretar o que nos acontece.
Recomendo sintonizar a La7 a partir das 20h35 para acompanhar ao vivo a conversa e as intervenções destes protagonistas do debate público. A discussão será, muito provavelmente, mais do que atualização de eventos: será uma pequena masterclass sobre os jogos de sentido que atravessam a cena política italiana.
Em tempos em que cada entrevista pode redesenhar percepções e agendas, a edição de hoje de Otto e mezzo funciona como um microfilme de atualidade — e assistir é aceitar olhar, por alguns minutos, o roteiro oculto da nossa contemporaneidade.






















