Em um encontro em Milão, poucos dias antes do Dia Mundial contra o Câncer (4 de fevereiro), Stefano Calabrese, Medical Director – Oncology da Gilead Itália, revelou que a empresa mantém um robusto programa de pesquisa no país, com 16 estudos clínicos em andamento. Destes, 11 são de fase 3, ou seja, próximos à possível aprovação e registro de novos fármacos.
O anúncio ocorreu durante o lançamento da iniciativa “Due di noi sul divano rosa“, promovida pela Gilead Sciences Italia em parceria com a Europa Donna Italia. A ação busca trazer à tona as experiências e as necessidades das mulheres com câncer de mama metastático, dando-lhes voz em um momento simbólico de atenção global à doença.
Calabrese traçou uma analogia sensível entre a pesquisa clínica e o espírito olímpico, lembrando que, assim como os atletas das Olimpíadas desafiam seus limites em busca da excelência, a indústria farmacêutica busca romper as barreiras que a doença impõe às pacientes. A Olimpíada cultural de Milão-Cortina 2026 foi citada como palco que amplifica essa narrativa: tornar visíveis as histórias de quem convive com o tumor da mama metastático.
Segundo Calabrese, o objetivo da companhia é claro: continuar a trazer inovação para as pacientes, disponibilizando novos tratamentos mais eficazes para os clínicos que as atendem. “Queremos levar, como já fizemos no passado, inovação ao serviço das pacientes”, disse ele, reafirmando o compromisso da empresa em acelerar o acesso a terapias promissoras.
O dirigente ressaltou, contudo, que a inovação tem um custo. Por isso, Gilead defende a necessidade de união entre associações de pacientes, profissionais de saúde e instituições públicas para encontrar caminhos que tornem essas terapias sustentáveis e amplamente disponíveis o mais rápido possível. É uma chamada para a construção coletiva de soluções, onde solidariedade e políticas públicas caminham lado a lado.
Em tom acessível e atento ao cotidiano das pessoas, a mensagem de Calabrese ecoa como um convite à esperança prática: não apenas sonhar com avanços, mas trabalhar para que os avanços cheguem às pacientes que precisam hoje. A presença de 11 estudos em fase 3 indica que algumas dessas inovações podem, em breve, atravessar a ponte entre o laboratório e a clínica, transformando expectativas em tratamentos concretos.
Enquanto a cidade respira a preparação para os eventos culturais e esportivos que se aproximam, essa colheita de esforços — entre ciência, pacientes e instituições — desenha um cenário em que o cuidado à saúde se aproxima mais do ritmo humano: uma respiração profunda entre os avanços, a comunidade e a urgência de oferecer cuidados melhores para quem enfrenta o câncer de mama.
Publicado por Alessandro Vittorio Romano, para Espresso Italia — observador atento das conexões entre clima, estilo de vida e saúde.




















