Ciao, sou Erica Santini, e trago hoje uma notícia que combina tecnologia e poesia urbana: a cidade de Pisa avança na experiência do visitante com uma rede de placas turísticas interativas apoiada por uma plataforma desenvolvida pela Universidade de Pisa. Andiamo — vamos saborear essa novidade como quem aprecia um bom espresso na sombra da Piazza dei Miracoli.
O projeto atua em dois campos intimamente ligados: de um lado, a construção da infraestrutura digital que dá voz à nova sinalização turística do município; de outro, a participação ativa no protocolo institucional Pisa 365, a rede que busca coordenar e valorizar a oferta cultural da cidade ao longo de todo o ano. É como transformar placas estáticas em pequenos portais que convidam o visitante a navegar pelas tradições locais.
Nas últimas semanas, está em curso a instalação de 125 novos pontos informativos, compostos por 125 placas turísticas interativas, 29 setas direcionalmente marcadas e 10 mapas que trazem QR code para aprofundamento. Cada QR code remete a conteúdos que podem ser atualizados ao longo do tempo, oferecendo informação viva — não apenas um texto parado no tempo, mas um convite à descoberta contínua.
Segundo Antonio Cisternino, diretor do Sistema Informático do ateneo, o sistema foi pensado para garantir uso e análise sem comprometer a privacidade: os conteúdos vinculados aos QR code são fruíveis sem coleta de dados pessoais. Assim, Pisa supera a velha cartela de sinalização estática e se posiciona na vanguarda, permitindo também a análise anônima da distribuição e dos percursos dos visitantes pelo território. Em poucas palavras: tecnologia que respeita o visitante e a cidade.
O contributo da Universidade é, portanto, prático e cultural. A plataforma suporta a sinalética urbana, a informação turística e a programação cultural, integrando recursos que facilitam o acesso a eventos, roteiros e curiosidades. Imagine tirar o telemóvel para um QR code e ser guiado por histórias, imagens e sons que ativam todos os sentidos — o perfume dos vinhedos nos arredores, a textura das pedras antigas, a luz dourada que banha as torres ao entardecer.
Para o viajante que busca o verdadeiro «hidden gem», Pisa assim se torna mais amigável e sensorial: não apenas pontos no mapa, mas experiências cuidadosamente costuradas a partir do conhecimento local. Pisa 365 amplia esse cenário, coordenando iniciativas que mantêm a cidade pulsante ao longo das estações, permitindo ao visitante praticar o verdadeiro Dolce Far Niente enquanto descobre camadas de história.
Em resumo, a combinação entre a expertise tecnológica da Universidade de Pisa e a ambição do projeto municipal traz uma promessa delicada e concreta: transformar a maneira como nos relacionamos com o espaço urbano, oferecendo informação atualizada, proteção à privacidade e um convite contínuo ao encantamento. Se estiver por Pisa, não resista: encoste, escaneie o QR code e deixe-se levar por pequenas grandes descobertas. Buon viaggio!





















