Roma, 28 de janeiro de 2026 — Em entrevista, o diretor-executivo Antonio Rota traçou a visão estratégica da Vidierre sobre o uso da inteligência artificial na business intelligence e na media intelligence. Segundo Rota, a empresa não se limita a soluções reativas que respondem a perguntas: adotou um abordagem proativa que busca antecipar tendências, comportamentos e pontos de crise por meio do monitoramento contínuo do ecossistema informacional.
Fundada há mais de 30 anos, a Vidierre evoluiu do monitoramento tradicional para modelos analíticos sofisticados, integrando-se ao grupo Assist. “Crescemos com a evolução da media intelligence. Nosso propósito sempre foi fornecer subsídios confiáveis para empresas, instituições e veículos tomarem decisões com base em fatos”, afirmou Rota.
O centro dessa transformação é a plataforma proprietária Wosm. Rota descreve Wosm como um sistema de análise baseado em processos avançados de open source intelligence, não apenas um painel de monitoramento. A plataforma consolida, processa e interpreta mais de 2,5 bilhões de dados, combinando fontes internas — como trilhas de áudio de contact centers, arquivos e bases de dados — com fontes externas: televisão, imprensa, rádio, sites e redes sociais. O objetivo é produzir um quadro informativo amplo, coerente e atualizado.
Do ponto de vista técnico, Wosm analisa conteúdos estruturados e não estruturados e aplica modelos de IA voltados para detecção de padrões e sinais fracos. “Não falamos de sistemas que apenas respondem a um input. Projetamos modelos para antecipar demandas, identificar comportamentos emergentes e sinalizar criticidades antes que se consolidem”, disse Rota, destacando a mudança de paradigma do reativo para o proativo.
Rota também ressaltou o papel irrenunciável do fator humano. “A tecnologia sozinha não basta. Wosm é produto do trabalho conjunto de programadores, linguistas, data analysts, pesquisadores e comunicadores especializados em media intelligence”, declarou. Segundo ele, é essa convergência entre competências técnicas e interpretação humana que transforma dados brutos em conhecimento acionável.
Na prática, a proposta da Vidierre visa antecipar decisões estratégicas de clientes, oferecendo indicadores que permitam ajustar posicionamentos corporativos, ações de comunicação e respostas institucionais. A plataforma opera em regime de atualização contínua dos fluxos informacionais, com capacidade de cruzamento de fontes e validação de sinais.
Do ponto de vista de governança de dados e compliance, Rota afirmou que os processos têm controles para integrar informações internas sem comprometer privacidade e conformidade regulamentar. Essa camada de verificação, combinada com a análise algorítmica e a interpretação humana, forma o núcleo metodológico apresentado pelo executivo.
Em resumo, a estratégia comunicada por Antonio Rota traduz um movimento claro: transformar a inteligência artificial em ferramenta estratégica e antecipatória dentro da business intelligence e media intelligence, reduzindo a distância entre os fluxos informativos e as decisões organizacionais. A adoção de sistemas proativos, segundo Rota, permite identificar sinais precoces e orientar tomadas de decisão com maior previsibilidade.
Apuração: reportagem baseada em entrevista com o CEO da Vidierre, cruzamento de dados informados pela empresa e verificação de fatos para preservar precisão e contexto.

















