Melbourne se prepara para uma das jornadas decisivas do ano: as semifinais masculinas do Australian Open 2026 colocam frente a frente dois duelos que definem gerações. De um lado, Jannik Sinner contra Novak Djokovic; do outro, Carlos Alcaraz contra Alexander Zverev. Em campo estará não apenas a vaga na final, mas o desenho do poder no tênis masculino contemporâneo.
O número 2 do mundo, Jannik Sinner, chega ao duelo com o histórico e a forma de quem busca o tricampeonato consecutivo em Melbourne. Nos quartos, Sinner confirmou o favoritismo sobre Ben Shelton com um triunfo consistente por 6‑3, 6‑4, 6‑4. O resultado consolida a leitura técnica feita por nossa apuração in loco: Sinner mantém precisão nos golpes, consistência mental e leitura de partidas que o colocam em vantagem nas superfícies rápidas.
Do outro lado da rede estará Novak Djokovic, que reencontra o italiano seis meses depois do confronto em Wimbledon. É o décimo embate entre os dois: Sinner lidera o confronto direto por 6 a 4. O retrospecto mostra que Djokovic venceu quatro dos primeiros cinco encontros (2021‑2023), mas desde então a dinâmica mudou e passou a pender para o jovem italiano. A repetição do confronto em uma semifinal de Grand Slam adiciona camadas à análise: experiência e capacidade de ajustar estratégia de Djokovic contra a pressão do momento e o ímpeto de Sinner.
No primeiro jogo do dia, o número 1 do mundo Carlos Alcaraz tenta impor seu ritmo após um quartofinal dominante contra Alex De Minaur, vencido por 7‑5, 6‑2, 6‑1. O espanhol tem mostrado um nível de agressividade e recuperação que o mantém como principal candidato ao título, juntamente com Sinner.
O adversário de Alcaraz será Alexander Zverev, que alcança sua quarta semifinal no Australian Open depois de superar Learner Tien em quatro sets. O alemão combina potência e experiência em torneios grandes e é um dos poucos capazes de contrariar o estilo explosivo de Alcaraz. O histórico entre eles é perfeitamente equilibrado: 6 vitórias para cada lado. Essa paridade torna o confronto imprevisível e com impacto direto na quebra do equilíbrio de gerações.
As semifinais, previstas para 30 de janeiro de 2026, configuram um roteiro possível para uma final entre duas gerações: Sinner e Alcaraz em posição de favoritismo — cenário que colocaria frente a frente o atual dominador dos Slams e a nova referência do circuito. Em termos de ranking e narrativa esportiva, cada ponto em Melbourne terá peso ampliado: não se disputa apenas um título, mas a lógica de transição de poder no tênis masculino.
Do ponto de vista técnico, serão decisivos o primeiro serviço, a capacidade de recuperar devoluções profundas e as leituras de jogo nos momentos de pressão. Nosso cruzamento de fontes e estatísticas aponta que a margem entre os candidatos é estreita: pequenas variações táticas ou físicas poderão decidir quem erguerá a taça.
Relatório final: Jannik Sinner e Carlos Alcaraz chegam como favoritos, mas Novak Djokovic e Alexander Zverev têm histórico, experiência e ferramentas para transformar as semifinais em duelos imprevisíveis. Em Melbourne, a realidade será traduzida ponto a ponto — e cada saque poderá reescrever a ordem anunciada.






















