Por Marco Severini — Nas salas silenciosas do poder, onde cada gesto é medido como um lance no tabuleiro, surge uma nova fonte de instabilidade para a monarquia britânica. Fontes consultadas pelo magazine Closer relatam que o príncipe André mantém, dentro do palácio real, interlocutores próximos que funcionariam como verdadeiras espiões — informação que tem deixado a princesa Kate profundamente irritada e o rei Carlos bastante apreensivo.
De acordo com relatos de pessoas bem informadas, as princesas Eugenia e Beatrice, filhas do príncipe André, estariam a agir como canal de informação para o pai, mantendo‑no a par dos movimentos institucionais. “André faz muito uso de Beatrice e Eugenia para se manter informado e envolvido na vida real”, disse uma fonte. Essa dinâmica — sejam as filhas espias intencionalmente ou não — estaria a corroer a confiança nos bastidores.
Para a princesa de Gales, conhecida publicamente por uma postura contida, a situação representa uma afronta que ultrapassa o foro pessoal: trata‑se de um risco estratégico para os esforços de reconstrução da confiança pública na instituição monárquica após anos de escândalos. Segundo a mesma fonte, “Kate está furiosa”; não por querer interferir nas relações familiares de Beatrice e Eugenia, mas por não aceitar que o príncipe André “sussurre em segundo plano durante decisões reais”.
O retrato que emerge é o de uma figura que, mesmo afastada de funções oficiais, procura manter influência. O rei Carlos estaria especialmente preocupado com a possibilidade de um retorno público do irmão: relatos indicam que André mencionou a intenção de encontrar uma nova companheira, e que Sarah Ferguson, sua ex‑esposa, também cogita retomar um papel público. Essa movimentação reacende temores de que as atitudes passadas de arrogância possam voltar a se manifestar, expondo a família real a novos embaraços.
Do ponto de vista institucional, a questão ultrapassa o caso pessoal. A monarquia opera sobre alicerces de confiança e disciplina interna — como em uma arquitetura clássica que exige bases firmes para sustentar a fachada. A entrada de um agente disruptivo no jogo político interno é, portanto, um movimento que exige resposta ponderada: proteger a estabilidade, sem desintegrar laços familiares.
Na escala de coordenação entre chefes de Estado e suas famílias, este episódio lembra um lance de xadrez onde uma peça afastada tenta reinserir‑se no centro do tabuleiro. A reação de Kate e de Carlos indica que não se trata apenas de sentimentos feridos, mas de uma leitura estratégica mais ampla sobre a tectônica de poder que ainda sustenta a coroa.
Enquanto as princesas se mantêm próximas ao pai, fontes do Closer sublinham que a situação alimenta uma crescente desconfiança nos corredores do palácio e coloca Londres em alerta sobre o que poderá ser um lento e delicado redesenho das fronteiras invisíveis do poder dentro da família real.





















