CAMPOBASSO, 28 de janeiro de 2026 — Para garantir a continuidade dos serviços de saúde e preencher lacunas em áreas críticas, a Asrem (Azienda sanitaria regionale del Molise) publicou um concurso público, apenas por títulos, destinado à contratação temporária de profissionais médicos que possuam título de estudo obtido no exterior e ainda não reconhecido pelo Ministério da Saúde.
A iniciativa visa suprir vagas disponíveis, ou que venham a surgir, nas especialidades de Anestesia e reanimação, Pediatria, Ortopedia e traumatologia, Medicina de emergência-urgência e Ginecologia e obstetrícia. É uma solução prática, que lembra as estações que se ajustam às necessidades da terra: quando o campo pede, a colheita de profissionais também deve se adaptar.
Há algum tempo o sistema público de saúde do Molise enfrenta aderências reduzidas às concorrências por parte dos médicos, um fato que vem pressionando a gestão regional. Para não deixar a população desprotegida, a Asrem teve de renovar convênios com hospitais da região vizinha da Campânia, como o ‘Sant’Anna e San Sebastiano’ de Caserta e o ‘G. Moscati’ de Avellino, para a aquisição de serviços especializados em neonatologia e terapia intensiva neonatal.
O edital publicado permite, por essa via administrativa, que profissionais formados no exterior possam integrar temporariamente as equipes, mesmo enquanto aguardam o processo de reconhecimento formal de seus diplomas junto ao Ministério da Saúde. É uma medida que combina pragmatismo e urgência: como quem empresta água ao solo seco até que a chuva oficial chegue.
Do ponto de vista humano, essa abertura traz duas imagens complementares. Por um lado, alivia a pressão sobre os serviços e evita rupturas na assistência; por outro, traz ao centro a necessidade de acolhimento profissional — reconhecimento de trajetórias e experiências que cruzam fronteiras. É necessário, portanto, garantir não apenas vagas, mas também caminhos claros para a validação profissional a longo prazo.
Os nomes das disciplinas contempladas no edital — anestesia, pediatria, ortopedia, emergência e ginecologia — revelam onde a respiração da terra regional precisa de socorro imediato. A população, especialmente os novos pais e pacientes com necessidades agudas, é quem sente primeiro os efeitos de eventuais faltas. Assim, a ação da Asrem se apresenta como um remédio temporário, uma ponte entre a escassez e a normalidade.
Para médicos interessados e para gestores de saúde, este movimento do Molise será observável como um indicador da resistência e da adaptabilidade do sistema regional. É também um convite para repensar rotas de integração profissional, em que o tempo interno do corpo institucional se alinhe com a urgência das comunidades.
Fonte: Assessoria e edital da Asrem, Campobasso, 28/01/2026.





















