Anunciada a data de lançamento de I Play Rocky, o filme biográfico que reconstrói a trajetória que deu origem ao fenômeno cultural Rocky. Dirigido pelo premiado com o Oscar Peter Farrelly, o projeto da Amazon MGM Studios foi estrategicamente escalonado para o período do Thanksgiving: estreia limitada em 13 de novembro de 2026 e lançamento amplo em 20 de novembro de 2026, data que celebra com precisão o cinquenta anos do lançamento do filme original, que estreou em 21 de novembro de 1976.
No centro desta reconstituição está a figura de um jovem ator obstinado: Sylvester Stallone é interpretado por Anthony Ippolito, que dá vida ao artista desconhecido e tenaz que não só acreditava ter escrito a melhor roteirização possível, como também sentia que era o único capaz de encarnar o pugilista imortalizado como Rocky Balboa. A narrativa explora não apenas a persistência individual, mas o roteiro oculto da cultura americana — a busca por identidade, reconhecimento e uma voz própria dentro do sistema do entretenimento.
O elenco também reúne nomes como Matt Dillon, AnnaSophia Robb e Toby Kebbell, enquanto a roteirização ficou a cargo de Peter Gamble. Para Anthony Ippolito, trata-se do segundo papel em que ele encarna uma figura icônica ítalo-americana, depois de interpretar Al Pacino em “The Offer” — um movimento que reforça tanto sua afinidade com personagens históricos quanto o fascínio contemporâneo por biopics que reescrevem memórias culturais.
Mas por que revisitar a gênese de Rocky agora? Não é apenas celebração de aniversário: é um convite para reexaminar o eco cultural que o filme original deixou nas décadas seguintes. Farrelly, conhecido por sua habilidade em combinar coração e humor dentro de narrativas humanas, parece interessado em mapear o instante decisivo em que a persistência individual converteu-se em mito coletivo. É o reframe da realidade onde a cena do ringue funciona como espelho do nosso tempo — uma arena simbólica onde identidades se confrontam e se afirmam.
Do ponto de vista histórico, a estreia coincide com o cinquentenário de uma obra que redefiniu o gênero esportivo e consolidou arquétipos narrativos do underdog. Culturalmente, trata-se de uma oportunidade para discutir imigração, masculinidade e representações ítalo-americanas na tela grande. O filme promete, portanto, mais do que recriar um episódio: propõe analisar o roteiro oculto da sociedade que permitiu que um roteiro humilde se tornasse um clássico mundial.
Enquanto aguardamos as primeiras exibições em novembro de 2026, I Play Rocky já se apresenta como um estudo de personagem e uma meditação sobre a perseverança criativa. Veremos se a reconstrução cinematográfica do nascimento de Rocky alcançará a mesma ressonância cultural do original — ou se, ao reinterpretar a origem, criará um novo espelho para nossa era.






















