Milão, 27 de janeiro de 2026 — Em uma conferência que funcionou como espelho do momento cultural contemporâneo, o Volvo Studio Milano anunciou hoje o palinsesto para 2026, intitulado Orizzonti Sensoriali. A proposta une música sinfônica, divulgação científica e fashion design, propondo um roteiro em que tecnologia, percepção e criação se entrelaçam.
O anúncio, realizado no próprio Volvo Studio, reforça a afirmação do espaço como referência no cenário cultural milanês desde sua inauguração em 2017. A programação deste ano mantém parcerias consolidadas: BAM – Biblioteca degli Alberi Milano (projeto da Fondazione Riccardo Catella), Triennale Milano, Ponderosa Music&Art, La Milanesiana, Viasaterna Galleria d’Arte Contemporanea e BASE Milano.
O encontro contou com intervenções de figuras institucionais e artísticas: Chiara Angeli, Diretora Comercial da Volvo Car Italia e responsável pelas atividades do Volvo Studio Milano; Elisabetta Sgarbi, Diretora Artística de La Milanesiana; Francesca Colombo, Diretora-Geral do BAM; Carla Morogallo, Diretora-Geral da Triennale Milano; Irene Crocco, fundadora da Viasaterna; Gianluca Quadri, Diretor de Marketing da Ponderosa Music&Art; e Lorenzo Carni, Diretor do Programa Público do BASE Milano. O evento também teve a participação de Tommaso Sacchi, Assessore alla Cultura do Comune di Milano.
Na abertura, Michele Crisci, Presidente e Amministrador Delegado da Volvo Car Italia, saudou os presentes e sublinhou a evolução do Volvo Studio ao longo dos anos, consolidando-o como um ponto de encontro entre inovação tecnológica e produção cultural.
Como nas edições anteriores, o palinsesto parte de um fio temático de caráter filosófico e científico que orienta os projetos artísticos. Para 2026, o conceito escolhido — Orizzonti Sensoriali — provoca uma reflexão sobre como a tecnologia avançada altera nossa capacidade de ler o mundo ao redor. É uma premissa que funciona como um reframe da realidade: a tecnologia não é apenas ferramenta, mas um roteiro oculto que redefine sentidos e memórias.
O tema ressoa com a apresentação mundial, na semana passada, do novo Volvo EX60 elétrico. O modelo, que vem sendo destacado por sua arquitetura tecnológica, incorpora um sistema de core computing capaz de 250 trilhões de operações por segundo, potencializando aplicações reais de IA a bordo. Entre as inovações citadas, está a conversação natural com o veículo para obter informações e a primeira cinto de segurança multi-adaptativo do mundo, reconhecido pela revista TIME entre as melhores invenções de 2025.
Ao conectar o lançamento automotivo ao programa cultural, o Volvo Studio traça um percurso onde performance musical, investigação científica e design de moda conversam sobre percepções que se ampliam — uma espécie de semiótica do viral aplicada ao sensorial. Projetos previstos explorarão, segundo os organizadores, experiências que interrogam espaço, som, corpo e dados, celebrando tanto a experimentação artística quanto a responsabilidade social e ambiental, valores centrais da marca.
Para quem observa o cenário cultural como um filme em construção, o palinsesto de 2026 do Volvo Studio Milano promete ser uma matriz de cenas emblemáticas: concertos que atuam como espelhos de uma época, debates que reconstroem a narrativa pública sobre tecnologia e moda que reencena identidades. Em suma, Orizzonti Sensoriali propõe uma cartografia de afetos e sensores que nos convida a ler a cidade e os objetos com novos olhos.
Detalhes sobre datas específicas e atrações individuais serão divulgados nas próximas semanas pelos parceiros institucionais e pelas redes do Volvo Studio. A expectativa é que o programa reafirme o papel do espaço como palcos de convergência entre criatividade, ciência e responsabilidade cultural.
Chiara Lombardi – Espresso Italia


















