Em mais um episódio que une academia e instituições públicas como num diálogo entre estações, Francesco Albergo foi oficialmente nomeado Esperto do Consiglio superiore della sanità. O decreto foi assinado pelo ministro da Saúde, Orazio Schillaci, selando um reconhecimento que vai além do cargo: é um convite para trazer ao centro do debate a ponte entre análise técnica e visão estratégica.
Albergo é professor associado de Economia aziendale, dirige operacionalmente a Lum School of Management e coordena o Laboratorio di Controllo di Gestione e Activity Based Costing da Università Lum Giuseppe Degennaro. Ao longo dos anos, tem dedicado sua atividade de pesquisa aos temas do Management e da Economia sanitaria, adotando um método que privilegia a análise, a mensuração e a governance de sistemas complexos — como quem observa os ritmos da paisagem para entender a saúde do solo.
A universidade destacou que a nomeação configura um papel de “alto perfil institucional”, que reconhece as competências científicas e a visão estratégica de Francesco Albergo. Esse movimento também fortalece a contribuição da Università Lum para o diálogo entre a pesquisa acadêmica e as instâncias nacionais, um encontro que, na minha leitura, tem o mesmo valor de semear práticas que florescerão em políticas mais eficientes.
Como observador da vida italiana, vejo nessa nomeação um gesto concreto de cuidado coletivo: incorporar ao Conselho uma voz que trabalha com métricas, mas que entende os sistemas como organismos vivos. A gestão e a economia da saúde não são apenas tabelas e modelos; são o pulso que orienta serviços, decisões e a qualidade do cotidiano de quem vive nas cidades e no campo. A presença de especialistas como Albergo pode trazer clareza sobre como medir recursos, distribuir responsabilidades e governar complexidades sem perder de vista o bem-estar humano.
Em tempos em que as políticas públicas demandam sintonia entre evidência científica e sensibilidade social, a nomeação é um lembrete de que a pesquisa aplicada tem papel central. Aquilo que se desenvolve no laboratório de controle de gestão — métricas, ferramentas de custo por atividade, modelos de governança — pode servir de farol para decisões que impactam serviços de saúde, acessibilidade e sustentabilidade das políticas sanitárias.
Para quem acompanha a cena acadêmica e institucional italiana, a escolha de Francesco Albergo representa também a continuidade de um movimento: aproximar o conhecimento técnico das arenas onde as decisões nascem. É como preparar o terreno antes da plantação — medir a água, avaliar a composição do solo, escolher as sementes. Só assim as políticas conseguem brotar com mais vigor e sentido.
Resta observar, com sensibilidade e paciência da estação, como essa colaboração entre universidade e Conselho Superior da Saúde se concretizará na prática. A esperança é que essa nomeação ajude a orientar uma governança que respire com o tempo interno do corpo coletivo, capaz de promover tanto eficiência quanto cuidado.






















