Por Marco Severini — A maquinaria estratégica ocidental atingiu, nas últimas horas, um patamar de prontidão que altera o tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. Fontes israelenses e norte-americanas, além de relatos de canais regionais, indicam que os Estados Unidos concluíram o desdobramento militar conjunto com aliados — incluindo o Reino Unido — e estariam prontos para executar ataques mirados na liderança do Irã nesta semana.
Segundo apurações, a operação concebida em Washington é descrita internamente como de natureza rápida, precisa e de baixo custo político, focalizada em alvos selecionados ligados ao comando iraniano. O objetivo declarado pelas fontes consultadas seria neutralizar capacidades de comando e controle sem provocar, num primeiro momento, uma escalada ampla e imediata. Essa lógica operacional é típica de uma jogada de xadrez que busca capturar a peça adversária decisiva sem expor demais as próprias fileiras.
Em Tel Aviv, a resposta tem sido de máxima mobilização. Autoridades militares israelenses, após reuniões com representantes do CENTCOM americano, declararam estar em estado de prontidão e preparadas para reagir a eventuais contragolpes iranianos. Informações de aviação civil israelense aconselharam a suspensão de voos sobre o aeroporto de Ben Gurion por até um mês, medida que reflete a percepção de risco operacional no espaço aéreo.
Paralelamente, Roma decidiu evacuar o pessoal não essencial de sua embaixada em Teerã, movimento que simboliza a preocupação europeia com a segurança consular e a proteção de diplomatas. A retirada de funcionários confirma que os alicerces diplomáticos na capital iraniana foram temporariamente fragilizados diante da possibilidade de uma ação militar externa.
Relatos do canal israelense Channel 14 e de fontes militares indicam que o vice-almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, realizou encontros estratégicos em Jerusalém com o chefe do Estado‑Maior israelense, general Eyal Zamir, além de altas patentes de inteligência e aviação. Nas reuniões, teria sido delineada uma arquitetura operacional que inclui porta-aviões, esquadrões de caças e sistemas de defesa como Patriot, já posicionados em bases regionais — notadamente na Jordânia e no Qatar — para criar um envelope de ação e proteção aos ativos aliados.
No plano iraniano, fontes indicam medidas de proteção da cúpula política, com relatos não confirmados sobre lideranças em abrigos seguros. A própria imagem pública do regime, e sua capacidade de comando, tornam-se assim peças centrais na próxima fase desta tectônica de poder: atacar a liderança significa, em termos práticos, tentar produzir um choque que reordene custos e cálculos políticos, sem necessariamente buscar um enfrentamento aberto de longa duração.
Do ponto de vista estratégico, estamos diante de uma combinação de diplomacia coercitiva e preparação militar que se apoia em inteligência convergente e em alianças regionais. As consultas contínuas entre Washington e Jerusalém, e o apoio logístico britânico, revelam um alinhamento tático que procura minimizar riscos colaterais, mas que ao mesmo tempo abre espaço para respostas assimétricas por parte do Irã e de atores proxies.
Em suma, a semana que se anuncia poderá representar um movimento decisivo no tabuleiro do Oriente Médio. A estabilidade regional permanece frágil; qualquer ataque cirúrgico terá repercussões que irão além do campo militar, atuando também sobre rotas comerciais, mercados energéticos e relacionamentos diplomáticos. A leitura fria e cartográfica deste momento exige vigilância: cada peça mobilizada modifica linhas de influência e redesenha fronteiras invisíveis de poder.





















