A semana entre segunda-feira, 26 de janeiro, e domingo, 1º de fevereiro de 2026, promete ser especialmente desafiadora na Itália devido a uma série de greves setoriais que devem impactar transportes, saúde e serviços públicos em diferentes regiões do país.
Embora não esteja prevista uma paralisação geral nacional, o calendário sindical é intenso e concentra as maiores mobilizações entre quinta-feira (29) e sábado (31), exigindo atenção redobrada de viajantes, trabalhadores e moradores das principais cidades italianas.
Segunda-feira, 26 de janeiro: Serviços socio-sanitários
A semana começa com a paralisação dos trabalhadores da Cooperativa Sociale Nuova Sair, nos distritos de Civitavecchia e Bracciano, na região do Lácio. A greve ocorre durante todo o turno de trabalho e pode gerar interrupções em serviços socio-sanitários, afetando diretamente usuários e famílias que dependem desse atendimento.
Terça-feira, 27 de janeiro: Transporte público em Gênova
Já na terça-feira, os reflexos chegam ao transporte público local de Gênova, onde ônibus urbanos e intermunicipais podem sofrer interrupções entre 11h30 e 15h30. O impacto deve ser maior para estudantes e trabalhadores, especialmente nos horários de deslocamento do meio do dia.
Quarta-feira, 28 de janeiro: Ministérios e serviços de limpeza
Na quarta-feira, estão previstas mobilizações no setor público. Um protesto ocorre no Ministério do Interior em Milão, enquanto em Perugia trabalhadores do setor de limpeza e multisserviços entram em greve, com possíveis reflexos em prédios públicos e repartições administrativas.
Quinta-feira, 29 de janeiro: Transporte e setor aéreo
A quinta-feira é considerada uma das datas mais delicadas da semana. Em Ancona, o transporte público pode ser interrompido em duas faixas horárias: das 8h30 às 17h30 e das 20h30 até o fim do serviço.
No mesmo dia, ocorre também uma greve no setor de helicópteros da empresa Avincis RW, com paralisações diferenciadas conforme a base (diurna ou H24), o que pode afetar operações técnicas, resgates e serviços especializados.
Sexta-feira, 30 de janeiro: O dia mais crítico
A sexta-feira concentra o maior número de paralisações e é apontada como o ponto crítico da semana. No setor ferroviário, está previsto um stop em Bolonha, das 9h01 às 16h59, além de uma paralisação do transporte ferroviário de cargas, entre 10h e 18h, com possíveis efeitos indiretos sobre a logística.
O transporte público local também será afetado em várias cidades:
-
Bolzano: greve de 24 horas, com faixas de garantia, além de uma segunda paralisação no período da tarde;
-
Palermo: interrupção prevista de 4 horas;
-
Santa Maria a Vico: trabalhadores do setor de higiene urbana cruzam os braços, podendo comprometer a coleta de resíduos.
No setor da saúde, começa em Bolonha uma greve de 24 horas da Azienda USL, das 7h do dia 30 até 7h do dia 31, mantendo apenas os serviços essenciais.
Sábado, 31 de janeiro: Alerta no transporte aéreo
O sábado exige atenção especial de quem pretende voar. Está programada uma greve coordenada no transporte aéreo, com possíveis atrasos e cancelamentos entre 13h e 17h.
A paralisação pode afetar:
-
voos da EasyJet em âmbito nacional;
-
serviços da ENAV em Verona;
-
operadores de handling no aeroporto de Brescia.
Apesar da existência de faixas de proteção, transtornos não estão descartados, especialmente em voos de curta distância.
Planejamento é essencial
Com impactos previstos em transportes, saúde e serviços públicos, a semana exige planejamento e acompanhamento constante das atualizações oficiais. Autoridades recomendam que passageiros verifiquem previamente horários, respeitem as faixas de garantia e considerem alternativas de deslocamento.
Até 1º de fevereiro, o risco de atrasos, cancelamentos e interrupções permanece elevado em várias regiões da Itália, reforçando a importância de informação e organização antecipada.






















