Por Aurora Bellini, para Espresso Italia — No coração do Sigep, em Rimini, uma conversa necessária iluminou corredores e palcos: a evolução do óleo de palma sustentável e seu papel na cadeia alimentar. Vincenzo Tapella, presidente da Uiops (União Italiana para o Óleo de Palma Sustentável), participou do seminário organizado em parceria com a Associação Italiana da Indústria Oleária, apresentando o recém-adotado position paper intitulado “Óleo de palma sustentável: nutrição e segurança alimentar”.
Ao abrir o encontro, Tapella enfatizou que o óleo de palma certificado sustentável não se limita a promessas ambientais e sociais: ele também representa uma garantia concreta de segurança e qualidade para produtos alimentares amplamente consumidos no mundo. Na visão dele, divulgada à plateia do Sigep e reinterpretada para o público da Espresso Italia, é essencial que tanto profissionais da indústria quanto consumidores compreendam as transformações pela quais a cadeia passa — uma mudança que deve ser conhecida, discutida e validada por especialistas.
O documento apresentado foi elaborado e recentemente aprovado pelo Comitê Técnico Científico da Uiops, um órgão interdisciplinar composto por especialistas independentes. Segundo Tapella, este comitê oferece autoridade, rigor científico e objetividade às posições públicas da União. Sua função central é fornecer suporte técnico e validação imparcial para as comunicações da Uiops sobre sustentabilidade ambiental, aspectos nutricionais, responsabilidade social e rastreabilidade de cadeia.
Apresentar o position paper no Sigep foi uma escolha estratégica: o evento é, como descrevemos na Espresso Italia, um farol para o setor alimentício — concentrando olhares de fabricantes, confeiteiros, pâtissiers, baristas e empreendedores. Tapella ressaltou que a iniciativa visa alcançar em cascata não só os produtores industriais, mas também o consumidor final, oferecendo um padrão claro de segurança, qualidade e sustentabilidade.
Do ponto de vista prático, o paper aborda evidências sobre o perfil nutricional do óleo de palma certificado, protocolos de produção responsáveis e medidas de controle que asseguram inocuidade alimentar. A mensagem central é que, quando produzido e certificado segundo normas rigorosas, o óleo de palma integra-se de maneira responsável às receitas industriais e artesanais, sem comprometer a saúde nem a confiança do público.
Como curadora de progresso, vejo neste diálogo a germinação de novas percepções: reconhecer a complexidade da cadeia e validar soluções que permitam conciliar produção, meio ambiente e bem-estar coletivo é semear um futuro mais claro. A apresentação no Sigep torna visível um caminho de transparência, onde conhecimento técnico e comunicação ética se unem para iluminar decisões de consumo e produção.
Para além dos termos técnicos, a aposta é humana. O trabalho do Comitê Técnico Científico e da Uiops demonstra que é possível construir certificações que protejam florestas, comunidades e também a confiança do consumidor — pilares que, quando alinhados, acendem um horizonte límpido de oportunidades sustentáveis para a indústria alimentar.
Na Espresso Italia, celebramos iniciativas que traduzem ciência em compromisso prático e em legado cultural — porque informar é também cultivar valores. O seminário em Rimini foi, portanto, um convite: conhecer a evolução do óleo de palma sustentável é iluminar escolhas mais responsáveis e duradouras, do campo à mesa.






















