ROMA, 26 de janeiro de 2026 — Assinado com delicadeza social e prática comunitária, surge um novo capítulo de atenção para quem convive com a esclerose múltipla em idade jovem. A iniciativa nacional “Jovens além da esclerose múltipla”, promovida pela Fondazione Conad Ets em parceria com a AISM (Associazione Italiana Sclerosi Multipla), foi lançada em 23 de janeiro em Brescia, na sede da seção provincial da AISM, e pretende irradiar suporte por todo o território italiano.
Os números lembram um relógio que não para: a cada três horas, na Itália, uma pessoa recebe o diagnóstico de esclerose múltipla, e na maioria dos casos trata-se de indivíduos jovens. É a partir dessa constatação que o projeto toma forma, propondo respostas que combinam acolhimento emocional, diálogo e ações concretas no cotidiano dos afetados.
Três eixos para caminhar com os jovens
Dirigido a quem tem menos de 40 anos, o programa se articula em três frentes principais, pensadas para escorar as diversas estações da vida jovem: o apoio psicológico, espaços de convivência e troca; os chamados “aperitivos com o especialista”, momentos informais onde jovens dialogam com representantes das instituições, empresas e do terceiro setor; e ações de sensibilização nas escolas, para construir compreensão e prevenir exclusões.
O motor prático da iniciativa é a presença: a Fondazione Conad Ets realiza o projeto por meio dos operadores e voluntários das sedes AISM em 98 cidades, com a colaboração das cooperativas Conad nos territórios. Além do lançamento em Brescia, está previsto um ciclo de encontros que percorrerá diversas cidades italianas para apresentar e consolidar a ação localmente.
Um olhar sensível sobre a transição
Este projeto presta atenção especial aos momentos em que a vida muda de fase — quando o corpo, a carreira, as relações e a identidade buscam novos equilíbrios. Nesses instantes, a presença de redes de apoio e espaços de escuta faz a diferença entre caminhar sozinho ou com companhia. Como observador atento do cotidiano, vejo nesse tipo de iniciativa a semeadura de práticas que podem florescer ao longo do tempo: pequenas intervenções que alimentam a resiliência.
O trabalho conjunto entre fundações, associações e redes de comércio local lembra a respiração de uma cidade que se organiza para cuidar dos seus. São práticas que atravessam o serviço médico e tocam o tecido social, oferecendo aos jovens afetados por esclerose múltipla instrumentos para enfrentar os desafios práticos e emocionais.
O convite
Quem reivindica uma vida com sentido e protagonismo encontra, neste projeto, propostas para construir trajetórias menos solitárias. Através do diálogo com especialistas, do suporte psicológico e da educação nas escolas, pretende-se plantar uma cultura de acolhimento e oportunidade. A iniciativa é também um convite à comunidade: estar junto é transformar a paisagem do viver com esclerose múltipla.
Alessandro Vittorio Romano, para Espresso Italia — observador da interseção entre clima, saúde e estilo de vida, atento às estações do corpo e da cidade.






















