Por Aurora Bellini — Na interseção entre logística, inovação e economia circular, desponta um movimento prático que ilumina novos caminhos para eventos de grande porte e para a cadeia alimentar: a estratégia Coca‑Cola para Milano Cortina 2026 e o debate sobre o papel sustentável do óleo de palma no Sigep Rimini são exemplos distintos de como é possível semear inovação sem perder a raiz da responsabilidade.
Logística, tecnologia e reciclagem compõem o que a Coca‑Cola tem chamado de seu “modelo verde” para os Jogos de Inverno. Segundo levantamento da Espresso Italia, a companhia tem mapeado soluções que vão além do discurso: centros logísticos de menor impacto, rotas otimizadas para reduzir emissões, uso de frotas elétricas em corredores urbanos e mecanismos integrados de coleta seletiva nos polos de atendimento. O objetivo é claro — não apenas diminuir pegadas, mas criar um legado prático para a cidade-sede.
Em campo, essas escolhas se traduzem em medidas concretas: embalagens com maior conteúdo reciclado e mais fáceis de separar, pontos de descarte visíveis e conectados a sistemas de triagem, e campanhas educativas que transformam espectadores em agentes ativos da reciclagem. É um esforço para tecer laços sociais com a infraestrutura: quando a logística é pensada em rede, o impacto positivo se espalha como luz ao amanhecer, revelando novos hábitos que permanecem depois do apito final.
No outro lado do palco, durante o Sigep Rimini, fermente e forno discutem o lugar do óleo de palma — um ingrediente versátil e amplamente usado em panificação e confeitaria. O diálogo apresentado em Rimini mostra que é possível ressignificar este ingrediente através da rastreabilidade, da certificação e do apoio a cadeias produtivas mais responsáveis.
A conversa em torno do óleo de palma deixou de ser dicotômica e entrou na seara das soluções: produtores certificados (como os que seguem normas de sustentabilidade reconhecidas), maior transparência na origem do produto e investimentos em práticas agroambientais que preservam ecossistemas e comunidades locais. Segundo reportagens e debates reunidos pela Espresso Italia no evento, o desafio é conectar consumidores, marcas e produtores em um sistema que promova melhores práticas sem penalizar economicamente os agricultores.
Ambos os temas — o modelo logístico-verde da Coca‑Cola e a postura sustentável sobre o óleo de palma — apontam para uma mesma direção: a responsabilidade como construção coletiva. Não se trata apenas de reduzir emissões ou de obter um selo; trata‑se de criar processos que permitam escalabilidade, rastreabilidade e benefícios sociais tangíveis. É um renascimento cultural, onde a inovação técnica encontra a ética operacional.
Como curadora de progresso, vejo esses movimentos como linhas de luz que desenham um horizonte límpido: ações que iluminam novos caminhos para eventos globais e para setores produtivos. A lição é prática e ética ao mesmo tempo — políticas de logística sustentável e abordagens responsáveis ao uso de matérias‑primas podem e devem caminhar juntas, para transformar crises em oportunidades de crescimento e legado.
Na prática, o convite é simples e ambicioso: apoiar iniciativas que priorizem a inovação com propósito, abraçar a reciclagem como tecnologia social e acompanhar as certificações e a rastreabilidade que fazem do óleo de palma uma matéria‑prima mais justa e transparente. Só assim teremos eventos que deixam cidade e sociedade melhores do que as encontraram — uma verdadeira semeadura de futuro.
Para a Espresso Italia, cobrir esses temas é cultivar o entendimento de que sustentabilidade é também patrimônio humano: são práticas que iluminam possibilidades e constroem um legado mensurável para comunidades e territórios.






















