Alerta de novo naufrágio no centro do Mar Mediterrâneo: um sobrevivente resgatado em águas internacionais afirmou que pelo menos 50 pessoas morreram após a embarcação em que viajavam partir da Tunísia. A informação foi divulgada pela organização Alarm Phone e confirmada por autoridades de Malta, que receberam o sobrevivente.
Segundo o relato colhido pelas equipes de resgate e por ONGs que acompanham as travessias, o grupo navegou por cerca de 24 horas à deriva antes do incidente. O sobrevivente disse ainda que a embarcação naufragou na última sexta-feira. As autoridades maltesas confirmaram o salvamento e o desembarque do homem em solo do país insular.
Alarm Phone vinha registrando há dias a perda de contato com três embarcações que partiram da Tunísia, e qualificou o episódio como um provável naufrágio de grande magnitude. Organizações humanitárias e agências de busca e salvamento estabeleceram, desde então, cruzamento de fontes para localizar remanescentes ou confirmar números definitivos de vítimas.
Em paralelo, a ONG Save the Children denunciou nos últimos dias outro caso envolvendo uma travessia partindo da Tunísia. Segundo a entidade, uma embarcação com cerca de 60 pessoas — incluindo a mãe — desembarcou na ilha italiana de Lampedusa, mas duas gemelas de um ano continuam desaparecidas no mar. A organização também informou a morte de um homem depois do desembarque, e registrou que 61 pessoas haviam chegado a Lampedusa no episódio citado.
Os fatos apresentados até o momento derivam de relatos diretos de sobreviventes, confirmações das autoridades e denúncias de organizações de proteção a migrantes. Como repórter com apuração in loco e cruzamento de fontes, destaco que os números permanecem provisórios enquanto equipes de busca e investigações marítimas não concluírem levantamentos formais.
Contexto: o tráfego de embarcações provenientes da Tunísia para a Europa tem sido acompanhado de perto por ONGs e serviços de busca — cenário marcado por embarcações superlotadas, condições meteorológicas adversas e limites operacionais das guardas costeiras na região central do Mediterrâneo. Casos como este reforçam a urgência de mecanismos coordenados de salvamento e de investigações que identifiquem responsabilidades e melhorem os procedimentos de prevenção.
Recomendações técnicas e próximas etapas: autoridades marítimas de Malta, Itália e organizações internacionais devem compartilhar registros de comunicações, trajetos AIS (quando disponíveis) e relatos de sobreviventes para consolidar um quadro preciso do ocorrido. A mobilização de embarcações de busca e salvamento, assim como a análise forense de destroços ou restos humanos que venham a ser encontrados, serão elementos-chave para confirmar o número exato de vítimas.
Registro final: esta matéria reporta fatos brutos verificados até o momento, com ênfase no cruzamento de fontes e na transparência dos dados. Seguiremos acompanhando as atualizações oficiais e as investigações em andamento. Mais informações serão publicadas à medida que comprovadas por fontes primárias e agências competentes.






















