Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que Claudio Carlomagno, réu confesso pelo homicídio de Federica Torzullo, está sendo sorvegliado a vista no estabelecimento prisional de Civitavecchia depois que seus pais foram encontrados mortos em sua casa em Anguillara Sabazia.
Os corpos de Pasquale Carlomagno e Maria Messenio foram localizados no sábado na residência da família, na via Tevere 25. A descoberta foi motivada pelo alerta de uma parente — a irmã de Maria — que não conseguia contatar o casal. Os primeiros atos de polícia científica e os militares do Nucleo Investigativo de Ostia constataram que ambos se enforcaram; entretanto, a Procuradoria de Civitavecchia determinou a realização de autópsias para afastar dúvidas e colher elementos técnicos que possam integrar o inquérito.
Segundo fontes judiciais consultadas, próximo aos corpos foi achada uma carta endereçada ao outro filho do casal, Davide, na qual os pais teriam explicado as razões do gesto. O conteúdo desse documento está sob sigilo e, conforme pediu o advogado de defesa, merece respeito e privacidade. Ainda assim, a investigação busca mapear circunstâncias e motivações com precisão.
Claudio, já detido e formalmente acusado de feminicídio e ocultação de cadáver pela morte da mulher de 41 anos, confessou o crime nos interrogatórios iniciais. O procurador Alberto Liguori disse publicamente que há “dois cenários” para a morte de Federica: ação premeditada ou a eventual cumplicidade de terceiros. Liguori destacou que a reconstrução dos fatos apresentada até agora “não convence” e que as apurações prosseguirão com rigor forense e probatório.
O advogado de defesa de Claudio, Andrea Miroli, adotou tom técnico e humanizador ao analisar o caso: “Esta vicenda dimostra più che mai che anche i familiari di chi commette un reato così grave sono vittime. I signori Carlomagno non sono riusciti tragicamente a sopportare il peso”. Miroli também denunciou o impacto emocional relevante das mensagens hostis nas redes sociais, citando exemplos em que a vítima recebeu ofensas mesmo após o crime: “Dovremmo exercitarci in una pedagogia collettiva affinché certe vicende non straripino dai confini prettamente giuridici”.
Do ponto de vista processual, a prioridade das autoridades é concluir os exames periciais sobre a cena do crime, as autópsias do casal e a eventual obtenção de novos elementos probatórios que expliquem tanto o homicídio de Federica quanto o ato extremo cometido por seus sogros. Em termos humanos, o episódio tem um efeito imediato e doloroso: um menor da família, filho de Federica e Claudio, em poucos dias perdeu a mãe, os avós e, por período indeterminado, o pai.
Seguimos com apuração contínua: verificações técnicas, confrontos de testemunhos e monitoramento das peças processuais para oferecer ao leitor a realidade traduzida, sem ruído ou especulação.






















