Sou Stella Ferrari, e analiso com precisão e sensibilidade as histórias que impactam saúde, imagem pública e políticas de apoio. A juíza histórica do programa Ballando con le stelle, Carolyn Smith, revelou que o câncer voltou pela terceira vez. Em entrevista, ela atribui a sobrevivência aos avanços científicos e ao trabalho incansável dos pesquisadores.
Em sua narrativa, a descoberta trouxe um elemento quase íntimo e cotidiano: ela percebeu a lesão quando seu yorkshire, Scotty, constantemente pulava sobre o seu peito esquerdo. Já havia ocorrido antes que os toques do cão indicassem traços que depois se confirmavam clinicamente. Ao se apalpar, sentiu algo anômalo; os exames confirmaram um tumor agressivo e volumoso, levando-a a uma mastectomia radical.
A rotina de tratamento foi intensa. Carolyn Smith contou que realizou um ciclo de 30 radioterapias, chegando a fazer duas sessões por dia em determinados momentos. A última sessão ocorreu em 8 de novembro. Ela descreveu episódios de pânico durante a tomografia — o exame que mapeia forma, dimensão e posição do tumor — e explicou como superou esse obstáculo emocional com um método que a ajudou significativamente.
No hospital San Filippo Neri, em Roma, onde foi tratada, os equipamentos estavam entre os mais avançados do mundo. Ainda assim, a tecnologia não elimina o componente humano do medo. Para domar a ansiedade, Carolyn pediu aos técnicos que lhe explicassem o funcionamento da máquina: sua duração, movimentos e sons. Ao compreender os tempos e as rotinas do aparelho e ao saber que ele faria quatro giros ao redor de seu corpo, ela criou uma imagem interna — uma coreografia mental — que a tranquilizou. Enquanto prendia a respiração, ela “fez a máquina dançar”, transformando uma experiência técnica e clínica em um exercício de controle emocional.
Sua mensagem pública complementa a trajetória pessoal: se antes a palavra câncer era um tabu, hoje é fundamental abrir o diálogo. Segundo ela, falar sobre a doença é parte vital da prevenção e do acolhimento, lembrando que o problema pode atingir qualquer pessoa. Em termos de política de saúde e gestão hospitalar, a história ilustra a importância da combinação entre tecnologia de ponta, prática clínica humanizada e comunicação clara com o paciente — uma espécie de calibragem fina entre máquina e cuidado humano.
Como estrategista econômica que observa perfis públicos influentes, noto que relatos assim aceleram tendências sociais e normativas. A visibilidade de figuras do entretenimento que enfrentam doenças graves mobiliza pesquisas, fundos e percepção pública — acionando o que chamo de “motor de atenção” para a ciência e para políticas de apoio. É uma aceleração que exige desenho de políticas e investimentos eficientes: sem financiamento e sem tradução tecnológica para o cotidiano dos hospitais, nenhum avanço tem tração real.
Carolyn Smith, com postura firme e recorrente gratidão à ciência, transforma sua experiência pessoal em um estímulo à conversa e à ação. Sua estratégia mental de enfrentar o tratamento, a escolha por tratamento em instituição com tecnologia de ponta e sua disponibilidade em relatar o processo são ensinamentos práticos para pacientes, gestores de saúde e formuladores de política pública.






















