Por Chiara Lombardi — Hoje, 24 de janeiro de 2026, Michelle Hunziker completa 49 anos. Nascida em Sorengo, na Suíça, em 24 de janeiro de 1977, a apresentadora construiu uma carreira que a transformou em um dos rostos mais reconhecíveis da televisão europeia. Mas, como acontece com muitas figuras públicas, seu percurso afetivo também virou parte do roteiro público, um reflexo das mudanças sociais e midiáticas dos últimos trinta anos.
O primeiro encontro com Eros Ramazzotti ocupa um capítulo importante dessa biografia sentimental. Foi um encontro que uniu música e televisão, um cruzamento de caminhos que — mais do que uma simples história de amor — se tornou um símbolo cultural dos anos 1990: a junção de uma jovem apresentadora com um cantor já consolidado transformou-se numa narrativa que embalou tabloides e rádios, moldando a imagem pública de ambos. Do relacionamento nasceu Aurora, que viria a se tornar, ela própria, um nome visível na mídia e nas artes. A união com Eros Ramazzotti terminou com o passar do tempo, mas permanece como elo fundador na trajetória pessoal e profissional de Michelle.
O casamento (e o fim) com Tomaso Trussardi representa outro ato desse roteiro íntimo que se desenrolou publicamente. A aliança com Tomaso Trussardi, herdeiro de uma família empresarial italiana, trouxe à vida de Michelle dois outros filhos, Sole e Celeste, e uma fase marcada por aparições de casal e imagens familiares que reforçavam um ideal biográfico de estabilidade. Quando o casamento chegou ao fim, a exposição do divórcio foi mais um espelho do nosso tempo: na era das redes, separações se tornam performances coletivas e desencadeiam discussões públicas sobre privacidade, lealdade e imagem.
Entre esses marcos, a vida afetiva de Michelle ganhou episódios e personagens diversos, alguns mais discretos, outros mediáticos. Porém, o que importa para além das manchetes é o modo como sua trajetória pessoal dialoga com tendências maiores: a maneira como celebridades femininas transitam entre maternidade, carreira e reinvenção pública; a forma como o passado amoroso é reescrito por gerações que consomem narrativas em tempo real; e a persistente curiosidade da sociedade por histórias que funcionam como um reframe da realidade.
Ao completar 49 anos, Michelle permanece como figura que atravessa fronteiras culturais: suíça de nascimento, italiana por opção e europeia por projeção. Sua biografia sentimental — do primeiro encontro com Eros ao casamento e posterior separação de Tomaso — é, em última instância, também a história de como o entretenimento reflete e reconfigura expectativas afetivas e identitárias. Em cada capítulo, vemos o roteiro oculto da sociedade contemporânea, onde afetos privados se entrelaçam com discursos públicos.
Mais do que um registro de amores, essa trajetória é um convite a pensar: por que nos interessa tanto a vida íntima das figuras públicas? Talvez porque, ao acompanhar suas escolhas, projetamos desejos, medos e anseios — fazemos delas um espelho do nosso tempo. E Michelle, com sua presença calorosa e resiliência, continua a oferecer material para esse espelho.
Feliz aniversário, Michelle Hunziker. Que os próximos capítulos mantenham a coragem de reinventar-se e a elegância de quem sabe que a visibilidade pode ser também plataforma de reflexão.






















