Eleonora Palmieri, 29 anos, decidiu expor publicamente as marcas que o incêndio do Constellation deixou em seu corpo. A veterinária romagnola, vítima do fogo que consumiu o clube em Crans-Montana na noite de Ano-Novo — episódio que matou 40 pessoas e feriu 116 — publicou um vídeo nas redes sociais em que mostra o rosto e as mãos atingidas pelas chamas.
No material divulgado, que foi reproduzido por várias redações, Eleonora alterna imagens da vida antes do acidente com registros hospitalares: curativos, cicatrizes e o percurso de recuperação. Ela descreve medo, dor e gratidão e dirige um pensamento às vítimas: “Um pensamento aos anjos que não voltaram para casa. Nunca deixem de honrar a vida”, escreve a jovem natural de San Giovanni in Marignano (Rimini).
Segundo o relato presente no vídeo e confirmado pelo cruzamento de fontes, as queimaduras afetaram grande parte do corpo de Eleonora, com destaque para mãos e face. O resgate decisivo foi obra do namorado, Filippo, que a retirou das chamas e a levou primeiramente ao hospital de Sion, onde foram prestados os primeiros socorros. Posteriormente ela foi transferida para o Niguarda, em Milão, para tratamento especializado.
“Atrás das manchetes e dos artigos houve vida real”, afirma Eleonora ao agradecer os familiares, amigos e o companheiro que não a deixaram sozinha durante os primeiros dias de internamento e tratamento. As imagens e a mensagem viralizaram e foram republicadas por figuras públicas, entre elas o deputado Francesco Emilio Borrelli, que repercutiu a postagem comentando a recuperação “um centímetro de cada vez”.
O episódio do Constellation em Crans-Montana continua sob investigação policial e judicial na Suíça. Enquanto apurações oficiais se desenrolam, a divulgação de relatos e imagens de sobreviventes como o de Eleonora torna-se documentação direta do impacto humano da tragédia: feridos em processo de recuperação, famílias em luto e uma comunidade de sobreviventes que busca normalizar a vida após perdas severas.
Como repórter que acompanha o caso com apuração e cruzamento de fontes, registro que a publicação da jovem tem dupla função: é ato de denúncia do dano sofrido e gesto de reparação simbólica, ao pedir que a sociedade reconheça tanto a gravidade do ocorrido quanto a necessidade de manter viva a memória das vítimas. A trajetória de Eleonora concentra a dimensão pessoal desta tragédia coletiva — rosto e mãos queimados, mas voz ativa nas redes e agradecimento público aos que a sustentaram.
Os desdobramentos legais e médicos ainda evoluem. Para leitores e responsáveis por cobertura, a recomendação é manter rigor no tratamento das informações, respeitar o limite entre interesse público e privacidade das vítimas e acompanhar apenas fontes oficiais e depoimentos verificados.






















