Catania — Após a passagem do ciclone Harry que atingiu a costa jônica, a cidade de Catania inicia a contagem dos prejuízos. No povoado marítimo de San Giovanni Li Cuti, a força do mar provocou uma mareggiata que deixou praticamente destruído o histórico ristorante Andrews, instalado na pequena praia local.
Em apuração in loco e cruzamento de fontes com moradores e comerciantes do bairro, o titular do estabelecimento, Luca Faro, descreveu o cenário como “devastador”. “O local é devastado e está tudo destruído, os danos não se podem quantificar porque são ingentes. É preciso reconstruir um novo local”, relatou Faro. O empresário ressaltou, entretanto, a dimensão humana da tragédia evitada: “A grande sorte é que ninguém se feriu. Confio nas instituições para que nos possam ajudar porque as somas são importantes, mas o mais importante é que ninguém tenha perdido a vida.”
O episódio em San Giovanni Li Cuti é o retrato imediato dos efeitos do ciclone Harry sobre a orla jônica siciliana. Testemunhas apontam que a força combinada de vento e ondas rompeu estruturas e invadiu quiosques e restaurantes localizados junto à linha de água. Fotografias obtidas durante a apuração mostram mesas, cadeiras e equipamentos de cozinha arrastados pela maré e detritos espalhados ao longo da areia.
Fontes municipais confirmaram que as equipes de emergência foram acionadas para verificações e contenção de áreas de risco, com vistas a evitar novos incidentes caso o mar volte a agitar. No entanto, ainda não há um levantamento oficial consolidado dos prejuízos materiais na zona costeira de Catania. A prefeitura declarou que trabalha em coordenação com protezione civile e órgãos regionais para avaliar danos e planejar medidas de suporte a comerciantes e residentes.
Com base nos relatos colhidos e no estado do imóvel, especialistas em engenharia costeira consultados indicam que a reconstrução do ristorante Andrews exigirá intervenções estruturais profundas e, provavelmente, obras de proteção da orla. O custo estimado pelos proprietários, segundo Faro, é elevado — motivo da solicitação de apoio financeiro por parte das instituições.
Em termos imediatos, a prioridade compartilhada entre comerciantes e autoridades locais é garantir segurança, retirar entulho e documentar os danos para instruir pedidos de compensação e eventuais declarações de emergência. O episódio reabre também o debate técnico sobre prevenção e obras de defesa costeira em trechos urbanizados próximos ao nível do mar.
Este repasse é fruto de apuração direta, cruzamento de fontes no local e entrevistas com afetados. A realidade traduzida é: um restaurante histórico destruído, proprietários e trabalhadores em busca de amparo e uma orla que pede medidas estruturais para reduzir a repetição de danos similares em futuras tempestades.






















