Hoje, às 14h30, a Academia divulga as tão aguardadas indicações para a 98ª edição do Oscar. Os anúncios serão feitos por Danielle Brooks e Lewis Pullman, e o público poderá acompanhar ao vivo pela Oscar.com, Oscars.org, pelas plataformas digitais da Academia e pelo programa Good Morning America da ABC. Aqui no Espresso Italia, estarei em sintonia com você para acompanhar cada nome e tentar ler o roteiro oculto por trás das escolhas.
O cinema guarda recordes como relíquias: nenhum filme ultrapassou 14 indicações — marco mantido por Eva contra Eva, Titanic e La La Land. Mas, nesta temporada, existe uma possibilidade que faz o espelho do nosso tempo tremer: Sinners, o ousado conto de vampiros dirigido por Ryan Coogler, tem chances reais de romper essa barreira e entrar na história da Academia. Filmes de horror costumam ser marginalizados nas cerimônias — e é por isso que a ascensão de Sinners teria um significado simbólico tão forte: não é só uma vitória estética, é um reframe do que consideramos digno de prestígio.
Também no páreo está Uma batalha depois da outra, de Paul Thomas Anderson, que aparece como outro candidato a uma quantidade expressiva de nomeações. Para os estúdios, especialmente a Warner Bros., a manhã de hoje pode se transformar em uma colheita estratégica de prestígio.
Uma novidade institucional: os Oscars introduziram uma nova categoria para casting. Esse reconhecimento ampliará as estatísticas de filmes com elencos corajosos e diversos, beneficiando produções como Sinners e Uma batalha depois da outra. Além disso, o campo para Melhor Filme contará com dez indicados — um leque que, além dos favoritos citados, deve incluir o drama familiar norueguês Sentimental Value, o drama shakespeariano Hamnet e o vigoroso Marty Supreme.
No front das atuações, Leonardo DiCaprio surge praticamente certo de mais uma indicação a Melhor Ator — ele interpreta um ex-militante forçado a se reerguer para salvar a filha, e já carrega o Oscar de 2016 por The Revenant. Entre os nomes mais citados para disputar com ele estão Wagner Moura, Michael B. Jordan e o favorito recente, Timothée Chalamet, que chegou à temporada dos prêmios com Globo de Ouro e Critics’ Choice no currículo.
Hamnet desponta como peça garantida na corrida por atuações: a interpretação de Jessie Buckley, como Agnes, parece destinada a assegurar uma vaga entre as indicadas a Melhor Atriz. A lista de possíveis concorrentes também inclui Emma Stone, por seu papel no thriller conspiratório “Bugonia”, e a norueguesa Renate Reinsve, por Sentimental Value.
Nos filmes internacionais, além de Sentimental Value, aparecem bem cotados Un semplice incidente e L’agente segreto. A cerimônia acontecerá em 15 de março no Dolby Theatre, em Los Angeles, com transmissão pela ABC e Hulu — o novo acordo exclusivo com o YouTube só valerá a partir de 2029. Conan O’Brien retorna ao posto de apresentador, completando a promessa de um anfitrião que mistura humor e consciência crítica.
Hoje, quando as indicações forem lidas, não estaremos apenas contabilizando nomes; estaremos assistindo ao espelho de prioridades culturais que a indústria escolhe refletir. Prepare sua xícara: o roteiro da temporada pode ganhar cenas imprevisíveis — e eu, Chiara Lombardi, estarei aqui para decifrar cada escolha e seu eco cultural.






















