ROMA, 21 de janeiro de 2026 — Em um encontro promovido pela assessora regional à Universidade, Luisa Regimenti, a presidente do Ordine dei Fisioterapisti do Lazio (Ofi Lazio), Annamaria Servadio, destacou a necessidade urgente de reforçar a reabilitação regional através da integração entre os setores público e privado.
“A nossa é uma disciplina profundamente presente na prática privada, mas hoje é essencial fortalecer e integrar o serviço público, que deve assumir a presa in carico da cronicidade e dos pacientes mais frágeis”, afirmou Servadio durante o evento “A importância da formação universitária para as profissões de saúde da reabilitação — foco na Fisioterapia“.
Segundo a presidente do OFI Lazio, o atual arranjo da rede de reabilitação é híbrido: mistura estruturas públicas e privadas de maneira muitas vezes desarticulada. A proposta é organizar essa teia de cuidados de forma mais orgânica, valorizando a profissão e criando estratégias que tornem os profissionais mais flexíveis ao transitar entre os dois mundos.
Entre as solicitações apresentadas, Servadio destaca a adoção de modelos inovadores. Um exemplo concreto é a introdução do fisioterapeuta de pronto‑socorro, uma figura que, segundo ela, poderia oferecer benefícios imediatos ao sistema, aumentando a adequação das intervenções e otimizando o uso de recursos. Essa medida toca a respiração da cidade: intervém onde a urgência encontra a fragilidade, reduz tempos de espera e evita hospitalizações desnecessárias.
O debate promovido em Roma também ressaltou a importância da formação universitária robusta para as profissões da reabilitação. Para Servadio, formar profissionais competentes não é apenas construir ferramentas técnicas, mas semear práticas que respeitem o ritmo humano e os ciclos do cuidado — como quem planta para colher saúde ao longo do tempo.
Ao olhar para o panorama regional, a intenção é traçar caminhos práticos para que a rede de reabilitação responda tanto às demandas da cronicidade quanto às urgências pontuais, acolhendo com sensibilidade os pacientes mais frágeis. Integrar o público e o privado, além de eficiente, é um gesto de cuidado coletivo: permite que conhecimentos e recursos circulem, como água que irriga diferentes raízes.
O encontro em que Servadio falou reuniu gestores, docentes e profissionais, abrindo espaço para trabalhar modelos de formação e de serviço que contemplem a mobilidade dos fisioterapeutas entre ambientes assistenciais diversos. A mensagem é clara: a fisioterapia deve ocupar seu lugar nas frentes onde a saúde se decide — desde a cronicidade domiciliária até o pronto‑socorro —, promovendo bem‑estar que se espalha como uma paisagem que desperta.
Assinatura: Alessandro Vittorio Romano, para Espresso Italia — Observador do cotidiano, tradutor das estações e dos ritmos que moldam o bem‑estar.






















