Ciao, sou Erica Santini e trago para você um relato sensorial sobre um fenômeno do turismo termal que pulsa como um coração quente nas paisagens da Itália. Segundo o Rapporto Unioncamere-Isnart, presentato durante il convegno “Il turismo termale italiano come driver di crescita del mercato” em Roma, as termas italianas registraram em 2025 cerca de 24 milhões de presenças turísticas e um faturamento direto superior a 5 bilhões de euros.
Do montante total, aproximadamente 3 bilhões foram gastos por visitantes internacionais — ou seja, cerca de 60% do turismo termal tem origem fora do país. É uma clara lembrança de como as águas curativas italianas são também um imã para o mundo: um convite ao Dolce Far Niente embalado pela história e pela hospitalidade.
O encontro, promovido na sede de Piazza Sallustio, reuniu especialistas para fazer o ponto sobre um setor que, nas palavras de Andrea Prete, presidente de Unioncamere, “rappresenta una componente storica e identitaria dell’offerta turistica italiana” e que hoje vive uma fase de reorganização e reposicionamento competitivo. Em suma: as termas não são apenas serviços isolados, mas uma promessa de experiência contínua.
A pesquisa aponta com clareza que as localidades mais competitivas são aquelas que criam percorsi integrati — rotas que dão continuidade e reconhecimento à viagem centrada no benessere. As melhores experiências nas termas nascem quando se entrelaça o cuidado termal com o desfrute do patrimônio cultural, das paisagens e da rica oferta enogastronômica local. É o casamento entre o vapor das fontes e o perfume das cozinhas regionais, entre a textura do tempo nas paredes de um spa histórico e o sabor dos vinhos do território.
Para destinos e operadores, a lição é clara: investir em projetos que liguem cura, turismo cultural e produtos locais é o caminho para aumentar reconhecimento e retenção. O turista de hoje busca imersão — quer sentir o lugar com todos os sentidos, navegar pelas tradições e sair com uma história para saborear.
Enquanto o setor se reorganiza, há espaço para inovação e sofisticação hospitalar: desde percursos de bem-estar que combinam tratamentos termais com itinerários patrimoniais, até pacotes enogastronômicos que celebram a autenticidade regional. Andiamo — as águas chamam, mas quem responde leva consigo a memória aromática de uma Itália que cura e encanta.
Fonte: Rapporto Unioncamere-Isnart, conferência “Il turismo termale italiano come driver di crescita del mercato”, Roma, Piazza Sallustio.






















