Ciao, sou Erica Santini, e convido você a passear comigo por um dos segredos mais pungentes de Reggio Calabria: a necrópole helenística de Rhegion. Em 2025, esse sítio arqueológico musealizado recebeu mais de 28 mil visitantes, um número que faz o coração bater mais forte quando pensamos na cura que a memória antiga traz ao presente.
Terminou recentemente a campanha de escavação conduzida pelo Museo Archeologico Nazionale di Reggio Calabria — o nosso querido MArRC — e os trabalhos, realizados nos níveis inferiores do Palazzo Piacentini, trouxeram ao dia sepulturas que não haviam sido investigadas desde a descoberta do sítio em 1932. Andiamo: cada fragmento de cerâmica, cada estrato revelado conta uma pequena história da vida e da morte naquela Rhegion do mundo helenístico.
Segundo o comunicado do museu, “a escavação, executada com rigoroso método estratigráfico, foi acompanhada por uma acurada documentação gráfica e fotográfica e por um novo levantamento geral da área musealizada”. Essas palavras confirmam o zelo científico que envolve as intervenções: não se trata apenas de abrir o solo, mas de saborear a história com respeito, registrar a luz e a textura do tempo nas paredes, e preservar o que foi revelado.
Para o diretor do museu, Fabrizio Sudano, “esta campanha de escavação representa um passo adiante na valorização e tutela do património arqueológico da nossa cidade”. Ele acrescenta que o estudo das sepulturas helenísticas dentro da necrópole musealizada permite compreender melhor as práticas funerárias e a vida quotidiana dos habitantes de Rhegion, ao mesmo tempo que fortalece o papel do museu como centro de pesquisa, proteção e divulgação.
Ao visitar o espaço — imaginemos juntos — sentimos o perfume distante dos anos, a penumbra que envolve placas explicativas, o eco dos passos sobre um piso que guarda segredos. É essa sensorialidade que convida o visitante a um Dolce Far Niente arqueológico: não apenas ver, mas sentir a história. A musealização no Palazzo Piacentini permite uma fruição íntima e contemplativa, ideal para quem busca um encontro lento com o passado.
Os novos dados obtidos nas sepulturas não investigadas ampliam o mapa das práticas funerárias e abrem janelas para estudos futuros sobre rituais, topografia social e trocas culturais entre a costa calabresa e o mundo helênico. O trabalho do MArRC reafirma o compromisso com a pesquisa meticulosa e com a transmissão desse conhecimento ao público — visitantes, estudantes, e amantes da história.
Se estiver planejando uma viagem pela Itália do sul, permita-se um desvio sensorial até Rhegion. Andiamo: caminhar por entre vestígios que guardam a textura do tempo é um presente para os sentidos e para a alma. E, como sempre, estarei aqui para contar e saborear cada descoberta com você.
Espresso Italia — histórias que se bebem lentamente, como um bom café à italiana, compartilhadas por Erica Santini.






















