Na próxima semana, em Estrasburgo, o Parlamento Europeu votará uma resolução que solicita à Comissão Europeia a apresentação, sem demora, de uma estratégia atualizada para os direitos das pessoas com deficiência para o período 2025-2030. A iniciativa reflete um esforço coletivo para iluminar novos caminhos de inclusão e proteger garantias básicas em toda a União.
Antonella Sberna, vice-presidente do Parlamento Europeu e membro do Frupo ECR (Fratelli d’Italia), disse à La Via Italia que “a atenção para a deficiência e para a igualdade de gênero é muito alta no Parlamento”. Os 14 vice-presidentes, representando os diversos grupos políticos do hemiciclo, têm atuado como pontos de equilíbrio entre a liderança europeia e as responsabilidades nacionais.
Por que essa resolução é essencial? Segundo Sberna, “a inclusão das pessoas com deficiência exige um equilíbrio sólido entre liderança europeia e responsabilidade nacional. Os progressos obtidos até aqui mostram que esse equilíbrio é possível”. Um exemplo citado é a Carta Europeia da Deficiência, que inspira medidas integradas. A resolução aprovada pede que a Comissão avance por um caminho que conecte inclusão, participação cívica, mobilidade, emprego e um ecossistema de apoio social e familiar.
Embora o Parlamento não detenha competência direta sobre o voluntariado, explica Sberna, muitas das atividades parlamentares demonstram uma atenção constante ao terceiro setor. “Dentro das nossas comissões, nas atividades diárias e na elaboração de emendas, há espaço para valorizar associações e o trabalho voluntário”, afirmou à La Via Italia.
Um exemplo prático é o emendamento orçamentário aprovado há um ano em apoio aos Special Olympics World Games 2025, que terão lugar em Turim. O Parlamento aprovou, por ampla maioria, a destinação de fundos para assegurar a participação e inclusão esportiva de atletas com deficiência. “As associações de voluntariado foram fundamentais para ajudar os jovens com deficiência a participar desses jogos — uma iniciativa de civismo assinada transversalmente pelos 14 vice-presidentes”, recorda Sberna. Esse gesto simbólico e concreto semeia inovação e visibilidade para modelos inclusivos.
Em paralelo, a luta pela igualdade de gênero continua na agenda: na mini-plenária de Bruxelas, foi votada uma resolução que pede medidas à Comissão para enfrentar a violência de gênero e as disparidades em saúde, trabalho e representação política. Como delegada da pasta de igualdade entre os vice-presidentes, Sberna tem acompanhado de perto ações que traduzam a Europa numa verdadeira casa de oportunidades para todas as pessoas.
Do ponto de vista prático, a resolução para a estratégia 2025-2030 pede uma abordagem mais integrada e imediata: políticas que não tratem a deficiência como tema isolado, mas como eixo transversal ligado a educação, emprego, transporte e cuidados. É um apelo para que as luzes da política pública alcancem os cantos onde ainda há sombras, garantindo que ninguém seja deixado para trás.
Enquanto curadora de progresso e inovação social, vejo nesta movimentação parlamentar a vontade de cultivar valores que transformem direitos em experiências vivas. A votação em Estrasburgo será um momento para confirmar compromissos e construir pontes entre decisões europeias e realidades locais. Iluminar esses caminhos é também proteger o legado coletivo, tecer laços sociais e promover um horizonte mais límpido para as próximas gerações.
La Via Italia acompanhará a votação e trará entrevistas e interpretações que mostrem como essas decisões poderão gerar impacto concreto nas comunidades, nas associações de voluntariado e nas políticas nacionais.






















