Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: a Espanha acordou marcada pelo choque de um acidente ferroviário ocorrido na noite de domingo em Adamuz, na província de Córdoba, região da Andaluzia. As autoridades confirmaram, até o momento, **pelo menos 40 mortos**, número que pode subir à medida que avançam os resgates e a identificação das vítimas.
O primeiro balanço oficial já divulgado aponta que um dos comboios envolvidos pertence à Iryo, empresa sob controlo da Ferrovie dello Stato. O veículo também é classificado como Alvia, a marca dos trens de longa distância da Renfe. Fontes técnicas preliminares indicam como provável causa do desastre um **acoplamento rompido** (o termo técnico em italiano é giunto saltato), mas essa hipótese ainda está em investigação e carece de confirmação pericial.
O primeiro-ministro Sánchez declarou oficialmente **três dias de luto nacional** e enalteceu o esforço das equipes de emergência. Uma comissão de inquérito independente foi anunciada para apurar as causas e responsabilidades. Em comunicado, a comissão advertiu: “vai demorar” — sinal de que as conclusões não serão imediatas, dada a complexidade técnica e a necessidade de perícias detalhadas.
O episódio reabre memórias dolorosas da tragédia de Angrois, na Galiza, em 24 de julho de 2013, quando um descarrilamento causou 80 mortos. Naquele evento, as investigações atribuíram a causa ao excesso de velocidade em uma curva. O atual incidente, embora também envolva um Alvia, apresenta um quadro técnico distinto, segundo as primeiras avaliações.
Em comunicação com fontes locais e com equipes de socorro que atuaram no local, confirmamos a mobilização de ambulâncias, bombeiros e agentes da Guardia Civil. O cenário descrito pelas fontes aponta para vários vagões seriamente danificados e operações de desencarceramento em curso. As autoridades de saúde regionais preparam centros de acolhimento para familiares e unidades hospitalares ativaram protocolos de emergência.
Do ponto de vista técnico, a hipótese do **acoplamento rompido** demanda exames laborais e análises dos componentes do trilho, dos sistemas de engate entre vagões e das caixas de engate automático. Perícias balísticas e análises metallográficas costumam ser necessárias para determinar se houve fadiga do material, manutenção inadequada ou falha operacional.
Como repórter com longa experiência de cobertura na Itália e na Europa, sigo acompanhando o assunto com apuração rigorosa: haverá cruzamento de documentos de manutenção, checagem de histórico de intervenções da Iryo e da Renfe, além de depoimentos de maquinistas e controladores. A realidade traduzida exige limpeza de narrativas — fatos brutos, datas verificadas e responsabilidade técnica.
Atualizações serão publicadas à medida que a comissão de inquérito independente e os serviços de emergência emitirem novos relatórios. Mantemos canal aberto para famílias e fontes oficiais para garantir precisão nas informações.





















