Discotecas de Crema e Cremona foram temporariamente interditadas após uma série de irregularidades em segurança e ordem pública, segundo decisão do questore de Cremona, Carlo Ambra, com base no artigo 100 do TULPS. As suspensões de licença atingiram a casa noturna “Moma Club” de Crema — fechada por 8 dias — e a discoteca “Juliette” de Cremona — fechada por 15 dias.
A apuração in loco e o cruzamento de fontes documentam inspeções realizadas nos primeiros dias de janeiro, integradas a uma onda de verificações intensificadas após a tragédia de Crans-Montana e o subsequente debate público sobre a segurança em locais fechados. No mesmo período, foi noticiado em Roma o sequestro preventivo do Piper Club, evidência de um movimento fiscalizatório em nível nacional.
Dois episódios contam entre os mais graves apontados pelos inspetores: no dia 6 de janeiro, na casa noturna de Cremona, um jovem sofreu um corte na garganta causado por lâmina de estilete; a ferida, superficial, exigiu atendimento médico. No “Moma Club”, equipes identificaram um princípio de incêndio em decorações do forro do salão, gerado por fontes pirotécnicas instaladas sobre garrafas — dinâmica que remete aos fatos ocorridos na Suíça na virada do ano.
Além desses eventos, as autoridades registraram episódios repetidos de violência dentro e fora dos locais, bem como a administração de bebidas alcoólicas a menores. As operações de verificação aconteceram em Cremona no dia 16 de janeiro e em Crema no dia 17, conduzidas pela Polícia de Estado com apoio dos Bombeiros, Polícia Local, ATS Valpadana e do Inspetorado do Trabalho.
O relatório de inspeção da discoteca “Juliette” apontou falhas determinantes: ausência do documento de avaliação de riscos, irregularidades na licença, presença de materiais não ignífugos próximos a fontes de calor, falta de homologação de alguns móveis quanto à reação ao fogo, ausência de documentação de formação dos trabalhadores e saídas de emergência parcialmente obstruídas por mesas e cadeiras.
No “Moma Club”, além do princípio de incêndio, identificaram-se menores em noites destinadas apenas a maiores, falhas na verificação de documentos de identidade, e saídas de emergência encobertas por cortinas. Constatou-se ainda a presença de materiais sem classificação quanto à reação ao fogo, dez trabalhadores em situação informal, ausência de atualização do documento de avaliação de riscos e apenas dois operadores antincêndio presentes, quando o previsto eram quatro.
O conjunto de irregularidades motivou as suspensões temporárias das atividades até que as condições de segurança e a regularização documental sejam plenamente restabelecidas. A ação administrativa do questore visa à proteção imediata da integridade física dei frequentatori e à restauração das normas mínimas de prevenção e controle de riscos em ambientes com grande afluência de público.
Relatos oficiais e elementos de perícia seguem sob controle das instituições competentes. Novas inspeções e eventuais providências judiciais ou administrativas serão comunicadas pelas autoridades locais conforme o andamento das apurações.





















