Por Stella Ferrari — Em um movimento que reacendeu o debate público sobre esporte e maternidade, a campeã olímpica Federica Pellegrini foi alvo de críticas nas redes sociais por publicar vídeos de seus treinos na academia aos sete meses de gravidez. Com a elegância de quem governa a própria rotina de alta performance, a atleta não se esquivou e respondeu aos comentários explicando que os exercícios foram planejados com critérios técnicos.
As imagens compartilhadas no Instagram mostraram a esportista em exercício, o que levou alguns seguidores a aconselharem mais cautela: “Não exagere, pode fazer algo mais leve”, sugeriu um usuário; outro afirmou: “Concordo com a atividade física, mas alguns desses exercícios eu evitaria em gravidez”.
Em resposta direta, Pellegrini reforçou que está acompanhada por um personal trainer e que o programa foi montado considerando três pontos essenciais: “A primeira é o que o corpo da mulher já estava habituado a fazer anteriormente; a segunda é a tipologia do parto que se planeja ter; a terceira é a situação atual, do ponto de vista ginecológico e fisiológico, durante a gravidez”.
Com essa calibragem, a campeã assegurou que os treinos ocorrem com segurança, evitando improvisos. A mensagem de Federica é clara: a preparação física na gestação pode ser compatível com a segurança materno-fetal quando há avaliação profissional e individualização dos exercícios — uma lógica que também aplico ao desenho de estratégias em macroeconomia: sem a correta calibragem, até o melhor motor perde eficiência.
Federica anunciou a segunda gravidez em dezembro, publicando uma foto da barriga protegida pelas mãos do marido, Matteo Giunta, e da primeira filha, Matilde, com a legenda: “Inaspettata come le cose più belle. Ti aspettiamo piccolina” — traduzindo o afeto que envolve a família neste momento de espera. A nova filha será uma menina; o nome ainda não foi revelado pelo casal.
O episódio alimentou a discussão sobre os limites entre opinião pública e orientação técnica: enquanto a rede social funciona como termômetro do sentimento coletivo, é imprescindível respeitar critérios médicos e de preparação física individualizada. A resposta de Pellegrini contextualiza o treino como parte de uma estratégia planejada, não um ato de risco impulsivo.
Para profissionais de saúde e de preparação física, a posição da atleta é consistente com as recomendações contemporâneas: considerar histórico de atividade, condição obstétrica e avaliações atuais antes de definir cargas e movimentos. No campo social, porém, o debate revela como o motor da visibilidade pública pode acelerar julgamentos sem consultar a engenharia dos fatos.
Por fim, cabe lembrar que o espaço de comentários do veículo que divulgou as imagens adota regras rígidas: a publicação de comentários é suspensa das 20h às 9h, os comentários são fechados após 72 horas e há limites de caracteres e de mensagens por usuário, tudo para preservar a qualidade do debate.

















