Ciao, sou Erica Santini, e trago uma notícia que vai mexer com os planos de viagem de quem sonha com um aperitivo entre vinhedos: o novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia já começou a operar e, como todo início, traz surpresas — algumas delas pouco agradáveis.
Desde outubro, aeroportos selecionados instalaram quiosques digitais onde viajantes isentos de visto — vindos do Reino Unido, dos EUA e de outros países terceiros — têm de registar dados biométricos. A promessa é de fronteiras mais seguras e eficientes, mas a realidade imediata tem sido filas mais longas, processamento demorado e, em vários relatos, passageiros que perderam voos por causa do tempo gasto no controlo.
O EES vai ser implementado progressivamente nos próximos meses e está previsto que esteja plenamente operacional nas fronteiras do espaço Schengen até 10 de abril de 2026. Com o aumento do tráfego durante as temporadas de férias, a pressão sobre os aeroportos que já usam a tecnologia tende a aumentar — imagine a luz dourada de um amanhecer romano refletida em uma fila que não anda. Andiamo com calma, mas com informação.
Quais são os direitos dos passageiros? Em linhas gerais, as companhias aéreas têm obrigações: quando o passageiro viajava com um bilhete único, a transportadora é responsável por reservar o próximo voo disponível e deve providenciar assistência — refeições, transporte e, quando necessário, alojamento. É um alívio, mas tem condições importantes.
Se o viajante reservou ligações em regime de self-transfer (bilhetes separados, mesmo com a mesma transportadora ou com empresas diferentes), a responsabilidade de remarcar e cobrir custos inesperados recai sobre o próprio passageiro. Um relatório da Squaremouth demonstra o peso dessa responsabilidade: em média, perda de ligações pode custar cerca de 458 dólares (≈390 euros) em despesas imprevistas.
Mas e o seguro de viagem? Aqui mora a incerteza. Especialistas explicam que a maioria das apólices tende a excluir atrasos causados por controlos de fronteira. Chrissy Valdez, diretora sénior de Operações na Squaremouth, alerta que «a probabilidade de os atrasos causados pelo EES estarem cobertos é baixa, a menos que a apólice reconheça atrasos de imigração ou de segurança como eventos imprevistos». Em suma: muitos seguros não reembolsarão ou indemnizarão passageiros que percam ligações por longos tempos no controlo de fronteira.
Uma nuance importante para planejar a viagem: passageiros de fora da UE em trânsito podem ser submetidos ao EES dependendo do tipo de ligação. Quem chega ao espaço Schengen passa por controlos fronteiriços; quem apenas faz ligação para destinos fora do Schengen pode, em alguns casos, não ter de usar o quiosque. Ainda assim, não é incomum clientes relatarem perda de conexões por processamento demorado.
Como amiga e curadora de experiências, deixo um conselho com sabor italiano: consulte sua apólice antes de embarcar, prefira bilhetes integrados sempre que possível e planeje tempos de conexão mais folgados — saborear a viagem começa na calma do planeamento. Dolce far niente, mas com prudência.
Seja você um explorador em busca de hidden gems ou alguém que visita a famiglia, leve estes pontos na mala: o Sistema de Entrada/Saída (EES) veio para ficar, os atrasos podem acontecer e o seguro de viagem nem sempre será o salvador. Informar-se é a melhor bagagem.






















