Ciao, viajante — sou Erica Santini, e convido você a saborear a história e a natureza de um Omã que se revela como alternativa sofisticada e autêntica ao brilho frenético de Dubai. Enquanto Dubai enfrenta o impacto do boom turístico e a Arábia Saudita anuncia projetos bilionários para atrair visitantes, o Sultanato do Omã cresce discretamente no radar dos que buscam experiências menos massificadas e mais genuínas.
Viajar para Omã é como abrir um livro de páginas sensoriais: o perfume dos vinhedos e do mar, a textura do tempo nas paredes das aldeias montanhosas e a luz dourada que molda as dunas ao entardecer. Daniel Waters, responsável de vendas da agência de aventura Wild Frontiers, resume bem: ‘Os omanitas estão profundamente orgulhosos da sua beleza natural e do seu património cultural, e as políticas de turismo foram concebidas para proteger ambos’.
Isso significa que aqui você não encontrará vastos campos de arranha-céus nem experiências genéricas de resort. Com o clima ameno do inverno europeu e a vantagem de estar a um voo de média distância, Omã tem ganho popularidade entre quem prefere autenticidade a multidões.
Um estudo recente da consultora de dados Mabrian destaca que as experiências culturais continuam a ser o pilar central do apelo do país, enquanto atividades ligadas à natureza e ao estilo de vida ativo subiram ao topo das preferências dos visitantes. Em 2026 ficará ainda mais fácil combinar viagens pela região: um novo visto turístico multipaís, válido para Barém, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, entra em vigor no início do ano.
Para os amantes de aventura, Omã oferece um leque delicioso de descobertas: tradições beduínas no deserto, santuários de tartarugas na costa que parecem cenas de um filme naturalista, e trilhas por montanhas que se abrem em panoramas que convidam ao Dolce Far Niente. Uma das grandes virtudes do país é a proximidade entre ambientações diferentes — em poucas horas de carro você pode passar de montanhas rochosas para dunas silenciosas e, logo depois, para praias de areias brancas.
Segurança e etiqueta: é essencial planear com sensibilidade cultural. Turistas estrangeiros, especialmente mulheres e viajantes LGBTQ+, devem informar-se sobre costumes locais, mas sem medo. ‘Omã é um país incrivelmente seguro e acolhedor’, lembra Waters; ‘um pouco de sensibilidade cultural faz toda a diferença’.
Recomendações práticas: ao visitar mesquitas, homens e mulheres devem cobrir braços e pernas, e as mulheres também a cabeça. Fora de locais religiosos, a modéstia é aconselhável: homens podem usar calções, e mulheres se sentem confortáveis com saias ou calções até o joelho. Ao nadar em praias urbanas ou em wadis populares, mantenha o tronco coberto e prefira calções até o joelho; em piscinas de hotel privadas ou em praias remotas, o traje de banho habitual é aceitável. O álcool está disponível na maioria dos grandes hotéis e em muitos restaurantes.
Se busca um itinerário que misture cultura e natureza, proponho: um amanhecer no deserto com uma família beduína, um dia acompanhando o padrão de desova das tartarugas nas praias do sul, e alguns dias a explorar trilhas nas montanhas Hajar — experiências que alimentam os sentidos e a alma. Andiamo: venha sentir a hospitalidade omanita, onde cada encontro é um convite a conhecer um país que protege sua essência enquanto abre portas ao visitante curioso.





















