Milão registrou, na manhã desta sexta-feira, o terceiro caso em poucos dias de morte entre pessoas em situação de rua. Um homem sem-teto de cerca de 40 anos foi localizado sem sinais vitais sob um cavalcavia da Via Padova. Segundo os socorristas, a causa provável é a exposição ao frio, em um cenário de temperaturas excepcionalmente baixas na cidade.
Os serviços médicos do 118 foram chamados ao local e apenas puderam constatar o óbito. Agentes da Polizia di Stato estão conduzindo as investigações iniciais para reconstruir as circunstâncias do falecimento e confirmar a causa precisa. Até o momento, não há indicação de violência ou de causas externas aparentes, mas laudo pericial e exame necroscópico serão necessários para confirmação oficial.
Trata-se do terceiro registro recente de morte de pessoas sem-teto em Milão atribuída, ao menos preliminarmente, ao inverno rigoroso. No dia 5 de janeiro, um homem de 34 anos em situação de rua foi encontrado morto na zona de San Donato, também em resultado atribuído às baixas temperaturas. No dia 8 de janeiro, outro clochard foi achado sem vida nas proximidades da estação Cadorna. O acúmulo desses casos coloca em evidência a vulnerabilidade crescente da população em situação de rua diante de episódios de frio intenso.
Fontes policiais informaram que a sequência de ocorrências levou autoridades municipais e organizações sociais a reforçarem os apontamentos sobre a necessidade de ampliar abrigos noturnos e estratégias de acolhimento emergencial. Relatos de equipes de assistência apontam dificuldades logísticas e uma procura maior por vagas em centros de acolhida desde o início da frente fria.
Do ponto de vista operacional, equipes do 118 e da Polizia di Stato permaneceram no local por horas para realizar perícia e levantar informações que possam apontar a identidade da vítima e suas últimas movimentações. A identificação oficial ainda depende de averiguações e eventual comunicação com familiares, procedimento que pode levar dias caso não haja documentação disponível.
A sequência de óbitos nas últimas semanas acendeu alerta entre operadores sociais e autoridades locais. Embora a investigação siga seu curso, os fatos brutos — três mortes de pessoas em situação de rua em poucos dias, em diferentes pontos da cidade — traduzem a fragilidade diante de eventos climáticos extremos.
Apuração em curso, cruzamento de fontes e confirmação pericial serão determinantes para concluir a causa exata desta nova perda. A responsabilidade pública, por ora, concentra-se em reforçar acolhimento e mapear medidas de prevenção para evitar novas ocorrências.




















