Pordenone — Dois idosos, ambos com mais de 90 anos, foram encontrados mortos dentro do apartamento onde viviam, localizado no terceiro e último andar de um prédio em Pordenone. O alerta partiu de um neto, que não conseguia contato com o casal há vários dias. A ausência de filhos foi confirmada pelas fontes locais.
Ao chegar ao local, os bombeiros e a equipe sanitária acionada pela central operacional Sores Fvg acessaram a residência. No interior, os socorristas localizaram os corpos dos dois conjuges caídos no chão de uma divisão da casa. Os profissionais de saúde apenas puderam constatar o óbito.
As leituras dos equipamentos dos bombeiros não detectaram presença de monóxido de carbono e também não foram observados sinais visíveis de agressão. O médico legista que inspecionou a cena corroborou a ausência de indícios que apontem para a participação de terceiros no caso.
Com base no quadro apresentado aos serviços de emergência e no exame inicial das circunstâncias, a reconstrução mais plausível é que o primeiro a falecer tenha sido o marido, de 91 anos, possivelmente vítima de um ataque cardíaco. A mulher, de 95 anos, acompanhava quadro de doença degenerativa avançada e apresentava demência, condição que a tornava incapaz de socorrer o companheiro, pedir ajuda ou acionar os serviços. Ela teria falecido algumas horas após o marido. Fontes oficiais estimam que os óbitos ocorreram há pelo menos 36 a 48 horas.
Trata-se de uma apuração in loco e de um cruzamento de fontes: bombeiros, equipe médica e a autoridade judicial local participaram da verificação inicial. Os fatos brutos apontam para uma tragédia doméstica sem indícios de crime ou exposição a monóxido, mas com evidente fragilidade social e de cuidados, considerando a idade avançada e o histórico de saúde da mulher.
As autoridades deverão aguardar o laudo definitivo do médico legista para confirmar as causas formais das mortes e fechar a investigação preliminar. Não há, até o momento, registros de participação de terceiros ou de circunstâncias que requeiram ação policial além da inspeção técnica.
Esta reportagem privilegia a precisão cronológica: neto alerta — intervenção dos bombeiros e da Sores Fvg — constatação dos óbitos — instrumentos sem detecção de gás — laudo inicial do médico legista descartando violência. O caso reforça a necessidade de atenção a idosos isolados, sobretudo quando há doenças neurodegenerativas avançadas.
Fatos checados: idades (91 e 95 anos), residência no terceiro andar, ausência de filhos, avaliação inicial de morte natural sem sinais de violência, equipamentos sem detecção de monóxido de carbono, óbitos estimados em 36–48 horas.






















