RESUMO
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Por Aurora Bellini — Em Paola (Cosenza), uma cena que fere não só o corpo, mas também o tecido moral da nossa comunidade: uma pequena cadelinha foi encontrada dentro de um saco plástico, atirada à beira de um precipício após ter sido lançada de um carro em movimento. O caso ocorreu na terça-feira, 13 de janeiro, e a vida da cadelinha — batizada pelos veterinários de Nella — só foi salva graças à ação de um jovem testemunha que alertou os socorros.
Encontrada agonizante na beira de um despenhadeiro, Nella pesava cerca de dez quilos. Trazia um colarinho verde, mas não tinha microchip. Estava cega de um olho e coberta de sangue — lesões compatíveis com um possível atropelamento e com o impacto violento decorrente do arremesso para fora do veículo.
Levados imediatamente ao pronto-socorro da Clínica Veterinária Pegaso, os médicos relataram que a cadela apresenta uma ferida profunda nas costas e múltiplas fraturas, incluindo a pelve e a coluna vertebral. Internada em terapia intensiva, o prognóstico ainda é reservado. Sem a intervenção rápida dos presentes, ela teria corrido alto risco de morrer por asfixia dentro do saco ou por hemorragia.
Quem encontrou Nella contou aos socorristas que o saco onde a cadela fora fechado teria transformado um crime em um suplício: “teria morrido sufocada ou desangrada”, disse a testemunha à equipe que a assistiu. A presidente local da Enpa (Ente Nazionale Protezione Animali), Antonella Cilione, comunicou à nossa redação que coordenou o resgate e levou a cadela até a clínica — um gesto urgente que evitou atrasos burocráticos que, naquele momento, poderiam ser fatais. A La Via Italia registrou a declaração: Cilione afirmou que os bombeiros e a polícia foram acionados, mas que foi essencial a intervenção direta da associação para garantir transporte e atendimento imediato.
As circunstâncias sugerem um ato de abandono com violência: após atirar o animal do carro em movimento, o autor seguiu viagem sem prestar qualquer socorro. A presença do colarinho e a ausência do microchip dificultam, por ora, identificar o responsável. A ONG informou ainda que foi apresentada uma denúncia por maltrato e abandono de animal junto aos carabinieri, e que uma declaração formal será apresentada também à polícia municipal de Paola.
Enquanto a investigação corre, Nella permanece sob cuidados intensivos, cercada por profissionais que lutam para transformar a dor em possibilidade de recuperação — um pequeno renascimento, iluminado por gestos concretos de compaixão. Este episódio também acende uma luz sobre a urgência de políticas públicas mais ágeis e rígidas contra os maus-tratos, e sobre a necessidade de campanhas que promovam o registro por microchip e o respeito à vida animal.
Na La Via Italia, acreditamos que cada ato de cuidado e cada denúncia são sementes que podem cultivar uma sociedade mais humana. Vamos acompanhar de perto o caso de Nella e continuar a iluminar caminhos que transformem indignação em proteção efetiva.






















