Saro Spadaro é, há 25 anos, uma referência no setor de hospitality e do real estate nos Caribe. À frente do The Maho Group, conduziu a transformação de Sint Maarten num ecossistema integrado de resorts, residências de alto padrão e serviços inovadores. Seu percurso empresarial combina determinação, visão estratégica e execução prática — uma tríade que hoje o leva a apostar com firmeza na inteligência artificial como alavanca para um turismo mais sustentável e personalizado.
Formado em Economia Empresarial pela Universidade Bocconi, Saro Spadaro construiu um estilo de gestão pragmático: estratégia alinhada com operação, visão conjunta à gestão direta. Essa sinergia entre pensamento e ação permitiu consolidar uma referência nos Caribe, fundada no valor das pessoas e na qualidade dos processos — fundamentos que funcionam como os alicerces digitais de qualquer projeto de inovação.
Nos meses recentes, o foco do empresário se voltou com intensidade às possibilidades da inteligência artificial aplicada ao setor hoteleiro. Para Spadaro, a IA não é apenas uma ferramenta técnica: é um acelerador de transformação. A grande questão para as empresas do segmento será integrar a IA aos seus touchpoints digitais, tornando a oferta mais intuitiva, acessível e altamente personalizada. Quem mantiver modelos tradicionais corre o risco de perder relevância num mercado onde o fluxo de dados dita novas expectativas.
Um ponto central dessa transição são os modelos linguísticos, capazes de antecipar necessidades do hóspede, orientá‑lo na escolha de serviços e facilitar decisões mais informadas. Spadaro alerta, porém, que essa evolução exige cuidados: “são necessários sistemas seguros, treinados em bases confiáveis e capazes de respeitar as especificidades do usuário e da própria destino”. Em outras palavras, a camada de inteligência deve ser robusta e ética — o sistema nervoso das cidades e destinos precisa de governança.
Mesmo num cenário altamente tecnológico, Spadaro mantém a convicção de que o capital humano é imprescindível. A interação presencial com o hóspede não pode ser substituída, apenas potencializada. Com a IA, os operadores dispõem de ferramentas avançadas para conhecer melhor os clientes, antecipar exigências e oferecer um serviço sob medida. É nesse equilíbrio entre pessoas e algoritmos — entre equipe e camadas de inteligência — que se decide o futuro do hospitality.
Os ganhos operacionais da inteligência artificial são tangíveis: da manutenção preditiva de instalações à gestão inteligente de estoques alimentares em restaurantes, passando pelo uso eficiente de produtos de limpeza e lavanderia. O efeito prático é triplo: elevação da qualidade para o hóspede, redução de custos para a operação e diminuição do impacto ambiental — fatores que convergem para uma governança empresarial mais responsável e coerente.
A trajetória de Saro Spadaro exemplifica uma visão empresarial centrada em responsabilidade, coesão e inovação. Em mercados complexos como os Caribe, a integração de inteligência artificial com processos bem desenhados e capital humano qualificado representa tanto uma vantagem competitiva quanto um compromisso com a sustentabilidade do ecossistema turístico.
Riccardo Neri — Análise por La Via Italia: uma leitura sobre como os alicerces digitais remodelam o turismo e as cidades.





















