Por Stella Ferrari — A Polícia Postale elevou o alerta sobre uma nova onda de fraudes que circula pelo WhatsApp. O esquema, classificado como smishing (mistura de SMS e phishing), explora a confiança entre contatos salvos na agenda do usuário para capturar dados bancários e esvaziar contas.
O processo é simples na superfície, mas engenhoso na execução: o criminoso, após obter acesso a um perfil legítimo no WhatsApp, envia mensagens aos contatos da vítima com um pedido familiar — por exemplo, “Mamma, sono rimasto al verde, riusciresti a darmi una mano?” — ou em português: “Mãe, fiquei sem dinheiro, você poderia me ajudar?”. Ao anexo segue um link com um IBAN para depósito, que supostamente pertence ao amigo ou familiar.
Quando a pessoa confia e insere os dados solicitados, os atacantes conseguem capturar as informações do conta bancária e transferir os fundos. Além do roubo direto dos recursos, a técnica muitas vezes resulta no sequestro do perfil do WhatsApp: com o controle do perfil, os criminosos replicam a mensagem para outros contatos, ampliando a fraude.
Como estrategista de mercado, lembro que a confiança é o óleo no motor da economia doméstica; ataques assim podem frear a confiança do consumidor se não houver resposta rápida e calibrada. A seguir, as recomendações práticas da Polícia Postale para conter a propagação e proteger seu patrimônio:
- Verifique sempre a autenticidade do pedido de dinheiro: confirme por chamada telefônica ou outro canal seguro antes de transferir qualquer quantia.
- Ative a autenticação em dois fatores no WhatsApp, preferencialmente com PIN personalizado — essa é a primeira linha de defesa contra a tomada de controle de perfil.
- Não clique em links suspeitos nem informe dados bancários por formulários enviados por mensagem.
- Se notar atividade estranha, bloqueie imediatamente o aplicativo e altere senhas vinculadas; em seguida, registre o incidente junto à Polícia Postale e ao banco.
Para executivos e clientes de alta renda, a recomendação é integrar controles operacionais: limites de transferência, confirmação verbal por múltiplos canais e monitoramento de anomalias. Essas medidas funcionam como uma invólucro de engenharia sobre o sistema financeiro pessoal — a mesma lógica de calibragem que aplicamos à taxa de juros ou aos freios fiscais em políticas macro: prevenção e redundância reduzem o risco de falhas críticas.
O golpe evidencia também a sofisticação crescente dos criminosos: não basta educar o usuário; é necessário que provedores e instituições financeiras acelerem a implementação de salvaguardas técnicas e processos verificados para transferências iniciadas por mensagens instantâneas.
Fique atento. A segurança digital é hoje parte integrante da gestão do patrimônio — tão essencial quanto a performance de um portfólio bem montado.


















