Bologna, 15 jan. 2026 — Em discurso na edição 2026 da feira Marca by BolognaFiere & ADM, o ministro da Agricultura, da Soberania Alimentar e das Florestas, Francesco Lollobrigida, avaliou o desempenho do setor agrícola e agroindustrial italiano no mercado internacional. Segundo o ministro, o sistema produtivo nacional está conseguindo “impor a nossa qualidade nos mercados internacionais”, contrariando previsões mais pessimistas feitas anteriormente.
Na intervenção, Lollobrigida destacou que o crescimento das exportações italianas tem se traduzido em geração de emprego e em maior dinamismo econômico. O ministro atribuiu esses resultados a um modelo de ação governamental que privilegia o diálogo entre instituições, empresários, associações e representações setoriais. “O governo italiano apoia um modelo de interação entre as instituições, o mundo empresarial, o associativismo e as representações”, afirmou.
Em relação ao contexto internacional, o ministro chamou atenção para a complexidade do sistema tarifário global. Ele citou, entre os fatores de risco, os atuais daž (tarifas) norte-americanas e a fraqueza do dólar, mas ressaltou que os dados mais recentes não mostram a queda abrupta nas exportações que muitos previam. “Os números são razoavelmente confortantes porque não observamos uma flessione marcata, como se anunciava”, disse Lollobrigida.
Lollobrigida explicou também o efeito de estoque observado em 2025: empresas que anteciparam mudanças no sistema tarifário optaram por aumentar o armazenamento, o que provocou um pico nas compras de determinados produtos. Essa corrida aos depósitos pode, porém, reduzir a resiliência das exportações em 2026. Ainda assim, o ministro manteve uma leitura positiva para o biênio, projetando um incremento das vendas italianas também para os Estados Unidos.
Quanto às negociações com o Mercosur, o ministro sublinhou que o acordo a ser assinado não coincide com o formato proposto no ano anterior — um acordo que, segundo ele, Roma não sustentaria. A Itália teria conseguido garantias específicas para o setor agrícola, convertendo uma previsão teórica de redução de recursos ao campo em um aumento efetivo para os agricultores italianos. “É um dado objetivo que torna o sistema mais garantido”, afirmou.
No núcleo de sua mensagem, Lollobrigida manteve foco em dois eixos: proteger os mercados já conquistados por empresas italianas e abrir novas frentes comerciais. “A decisão foi apoiar o nosso modelo empresarial, conservando os mercados que temos e abrindo novos mercados”, declarou.
Relatório com apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que as políticas anunciadas pelo governo buscam equilibrar medidas defensivas — regras claras e salvaguardas para o produtor — com iniciativas de promoção externa da qualidade agroalimentar italiana. Em linguagem direta: o objetivo é transformar a vantagem qualitativa em vantagem competitiva sustentável.
Leem-se aqui os fatos brutos: crescimento das exportações, atenção às tarifas globais, reação empresarial por estoques, risco conjuntural em 2026 e perspectivas de fortalecimento no biênio; aliado a isso, garantias negociadas no Mercosur que aumentam os recursos ao setor agrícola.






















