Giorgia Meloni iniciou em Omã a missão diplomática que a levará depois ao Japão e à Coreia do Sul, numa ofensiva para reforçar a presença internacional da Itália e construir novas pontes econômicas e estratégicas na Ásia. A primeira etapa ocorreu em Mascate, onde a delegação italiana foi recebida em cerimônia oficial.
Em Mascate, Meloni foi recebida pelo vice-primeiro-ministro da Defesa de Omã, H.H. Sayyid Shihab bin Tariq Al Said, e pelo embaixador da Itália no Sultanato, Pierluigi D’Elia. Na residência real Al Barakah Palace teve lugar o encontro bilateral com Sua Majestade o sultão Haitham bin Tarik, durante o qual foram debatidas questões de cooperação bilateral e de relações estratégicas regionais.
Segundo nota conjunta divulgada após a audiência, a primeira-ministra italiana e o sultão trocaram opiniões sobre temas de caráter regional e internacional de interesse comum, reiterando o compromisso de ambos os países em apoiar esforços que promovam segurança e estabilidade e em resolver conflitos por meios pacíficos, em conformidade com os princípios do direito internacional. A visita integra uma missão diplomática mais ampla de Meloni na Ásia, orientada a reforçar alianças estratégicas e laços comerciais com países-chave da região — uma verdadeira construção de novos alicerces para a presença italiana no continente.
Na sequência de Omã, Meloni seguirá para o Japão, onde deverá chegar na quinta-feira — data que coincide com o seu 49º aniversário — e, no dia 16 de janeiro, está prevista uma reunião bilateral com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. Esse encontro dará início às celebrações pelos 160 anos de relações diplomáticas entre Itália e Japão, ocasião em que se espera consolidar acordos comerciais e industriais.
Um dos desdobramentos práticos dessa aproximação foi anunciado no Japão: a criação de uma joint venture entre a italiana Comer Industries e a japonesa Nabtesco, formalizada em Tarui, província de Gifu. O acordo envolve a aquisição, por parte da Comer, de 70% do ramo “Hydraulic Equipment” da Nabtesco, que manterá os 30% restantes.
O negócio representa um investimento de 14,2 bilhões de ienes (aproximadamente 90 milhões de euros) e engloba unidades produtivas no Japão, China e Tailândia, com cerca de 800 empregados. A divisão produz sistemas hidráulicos de alta gama para a indústria global — uma combinação em que a mecatrônica avançada italiana se integra com a excelência japonesa em tecnologias hidráulicas de precisão.
O cônsul-geral da Itália em Osaka, Filippo Manara, destacou o valor do investimento para o território local e seu significado no quadro mais amplo do reforço da cooperação econômica entre Roma e Tóquio. Para a Comer, trata-se de um tijolo decisivo na edificação de uma oferta tecnológica completa; para a Itália, é um passo significativo na ampliação dos seus alicerces industriais na Ásia.
O roteiro asiático de Meloni — Omã, Japão e Coreia do Sul — combina diplomacia política com iniciativas econômicas concretas, numa estratégia que visa não apenas relações protocolares, mas resultados mensuráveis para empresas e trabalhadores italianos conectados ao mercado asiático. Como repórter e ponte entre o poder e a cidadania, é preciso acompanhar como esses acordos serão traduzidos em empregos, transferência tecnológica e direitos, derrubando barreiras burocráticas e edificando oportunidades para cidadãos e imigrantes ítalo-descendentes.






















