Logo após o fim das férias de Natal, o sistema educacional volta a registrar uma forte mobilização: está em curso uma greve nas escolas com duração prevista para hoje e amanhã. A adesão atinge o pessoal docente e o pessoal ATA (administrativo, técnico e auxiliar) tanto das escolas estatais quanto das municipais, incluindo creches, escolas de educação infantil e institutos privados.
Confirmeram o chamado às mobilizações as confederações sindicais CSLE, CONALPE, CONFSAI e FLP. A paralisação envolve trabalhadores com vínculos temporários e permanentes do Comparto de Ensino e Pesquisa, segundo os comunicados sindicais. Na linguagem da rua e dos gabinetes, trata-se de um movimento amplo, com potencial de impactar o funcionamento das unidades em todo o país.
Em apuração e cruzamento de fontes, os sindicatos justificam a greve por uma série de reivindicações que, conforme o texto do CSLE, se concentram basicamente em:
- Aumento salarial — com a exigência de que o acréscimo seja aplicado na prática como padrão equivalente ao europeu;
- Reconhecimento de vales-refeição — reivindicação para que os trabalhadores da educação recebam os buoni pasto, já garantidos a outros funcionários do Ministério e às diretorias regionais;
- Extensão do trabalho insalubre — pedido para que o regime de trabalho considerado desgastante seja reconhecido para todos os profissionais das escolas de todos os níveis;
- Inserção de psicólogo externo — disponibilizar um psicólogo dedicado ao pessoal que o solicitar;
- Redução da idade de aposentadoria — demanda por regras de aposentadoria mais favoráveis;
- Abertura de listas de educadores e nomeações em caráter efetivo;
- Aplicação e escorrimento das listas para professores de apoio/suporte;
- Abolição da confirmação familiar da contratação de professores de apoio precários;
- Fim do uso de algoritmo na atribuição de suplências — contestação ao mecanismo automatizado de distribuição de vagas temporárias.
Esses pontos formam o núcleo das demandas sindicais. Em termos práticos, pais e responsáveis devem prever possíveis interrupções nas aulas e no serviço de alimentação escolar, além de alterações logísticas nas unidades afetadas. Escolas privadas também aparecem listadas entre as afetadas, o que amplia o espectro de impacto para famílias que utilizam tanto a rede pública quanto a privada.
Do ponto de vista da cobertura, trata-se de uma mobilização que combina reivindicações salariais e estruturais, com foco em proteção laboral e condições de trabalho. O perfil das exigências — do reconhecimento de vales-refeição à contestação de algoritmos de gestão — revela um cruzamento entre demandas econômicas e críticas a procedimentos administrativos recentes.
Em trabalho de apuração, recomendou-se aos responsáveis a consulta direta às diretorias regionais de educação e às secretarias escolares para verificar a situação das aulas em suas localidades. O quadro permanece sujeito a alterações conforme o nível de adesão local e eventuais negociações que possam ocorrer nas próximas horas.
Fatos brutos, confirmados pelas fontes sindicais: a greve é nacional, envolve docentes e ATA — temporários e permanentes — e inclui creches, pré-escolas, escolas de ensino básico e institutos privados. O conjunto de reivindicações foi divulgado pelas confederações CSLE, CONALPE, CONFSAI e FLP.
Fonte: La Via Italia — apuração cruzada e conferida. Para acompanhar desdobramentos, mantenha contato com a direção da sua escola ou com as páginas oficiais das confederações sindicais citadas.





















