Por Giuseppe Borgo — Em movimento estratégico que pode remodelar os alicerces econômicos pós-guerra da Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky estaria em negociações com os Estados Unidos por um acordo de livre comércio que prevê zero tarifas aduaneiras para setores industriais ucranianos, segundo reportagem da Bloomberg.
De acordo com a matéria, o pacto – ainda em fase de discussão – aplicaria isenção de **tarifas** a determinadas áreas industriais da Ucrânia, oferecendo ao país vantagens competitivas significativas frente aos vizinhos e a perspectiva de atrair investimentos e empresas. Para Zelensky, esse mecanismo funcionaria como um dos pilares para a recuperação econômica: além de reduzir custos de exportação, reforçaria a chamada segurança econômica ao criar uma ponte estável com o mercado norte-americano.
Em entrevista citada pela Bloomberg, o presidente ucraniano afirmou que pretende tratar dos pormenores do acordo diretamente com Donald Trump. A interlocução bilateral com as instâncias políticas e empresariais americanas é vista em Kiev como um passo decisivo para transformar promessas em compromissos concretos — ou seja, para que o peso da caneta sobre documentos transnacionais garanta fluxo de bens, capitais e empregos.
Paralelamente, veículos ucranianos noticiaram outra frente: a possibilidade, ainda não confirmada oficialmente, de um pacto de reconstrução avaliado em cerca de 800 bilhões de dólares. Fontes como RBC Ukraine, citando o The Telegraph, reportaram que Zelensky e Trump poderiam assinar esse acordo durante o World Economic Forum, em Davos, entre 19 e 23 de janeiro. O plano, conforme descrito, visaria mobilizar recursos ao longo de dez anos para reconstruir infraestruturas, reativar a indústria e reconstituir a base produtiva do país.
Segundo o relato, uma viagem à Casa Branca estava inicialmente nos planos de Zelensky para afinar tanto o projeto de reconstrução quanto as garantias de segurança. No entanto, aliados da chamada ‘Coalizão dos Voluntarios’ o teriam aconselhado a evitar o deslocamento e a privilegiar o encontro em Davos como “o lugar mais apropriado” para tratar desses temas com o ex-presidente americano.
Enquanto as negociações avançam em mesas discretas e em corredores de fóruns internacionais, o impacto prático de propostas como essa deve ser avaliado em termos concretos: atração de investimentos, reformas regulatórias, capacitação industrial e mecanismos de proteção para trabalhadores e empresas locais. Em uma metáfora necessária, trata-se de erguer novos alicerces — não apenas de promessas discursivas — para que a reconstrução se traduza em oportunidades reais para cidadãos, imigrantes e ítalo-descendentes que vivem e trabalham na Ucrânia.
Seguirei acompanhando as movimentações diplomáticas e financeiras, atuando como ponte entre as decisões tomadas em palácios e fóruns e a vida cotidiana das pessoas que dependem desses acordos.





















