Maranello abre uma nova etapa. A Ferrari confirmou a designação da sua monoposto para o Mundial de Fórmula 1 de 2026: a SF-26. A apresentação oficial ocorrerá em evento digital no dia 23 de janeiro de 2026, com os testes de pista programados para o final do mês em Barcellona e o primeiro fim de semana de corrida marcado para Melbourne (6-8 de março), palco do GP de abertura da temporada.
A nomenclatura mantém a sequência iniciada em 2023 com a SF-23 e segue a continuidade da SF-25 utilizada em 2025. A escuderia de Maranello confirmou que os pilotos serão Charles Leclerc e Lewis Hamilton, dupla encarregada de conduzir a transição técnica prevista pelo novo regulamento.
O raiox técnico: o que muda nas power units
As alterações previstas para 2026 redesenham as prioridades de desenvolvimento. As power units serão MGU-Free, com a eliminação do MGU-H (sistema de recuperação do calor dos gases de escape). Em compensação, o papel elétrico aumentará significativamente: o MGU-K será reforçado para triplicar a potência elétrica disponível, buscando um equilíbrio de 50/50 entre energia elétrica e o V6 turbo. O objetivo declarado é aproximar a tecnologia de pista dos propulsores aplicáveis a carros de estrada, com ganhos de sustentabilidade e relevância tecnológica.
Aerodinâmica e Active Aero
No campo aero, as mudanças são visíveis: asas mais reduzidas — dianteira mais estreita e traseira simplificada, sem beam wing — e a introdução do chamado Active Aero. O sistema prevê flaps móveis que aumentam o downforce em curvas e reduzem a resistência em retas predeterminadas, substituindo o antigo DRS. A meta é reduzir o arrasto e elevar a velocidade máxima, sem renunciar à estabilidade em curvas.
Estratégia de desenvolvimento e prioridades
O diretor da equipe, Vasseur, definiu objetivos claros: a fase inicial será dedicada ao rodagem e à validação de confiabilidade. A Ferrari pretende acumular o máximo de quilômetros durante os testes em Barcellona para eliminar riscos de confiabilidade antes de perseguir desempenho puro, que deverá ser foco nos testes de fevereiro no Bahrain. A prioridade da escuderia é sanar incertezas técnicas antes de buscar ritmo de corrida.
A SF-26 carrega a missão de interromper uma longa série sem títulos de pilotos: a última conquista da Ferrari no Mundial de Pilotos foi em 2007, com Kimi Räikkönen. A equipe aposta em um conjunto técnico redesenhado e em gestão energética tática — incluindo modos de recarga extra do MGU-K (frenagem, liberação do acelerador e overdrive do ICE) — para voltar a disputar no topo.
Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam que a Ferrari foca primeiro na robustez dos sistemas, depois na extração de performance. A realidade traduzida em números de quilometragem nos testes de janeiro será o primeiro indicador da viabilidade da nova era prometida pela marca de Maranello.
















