Por Giuseppe Borgo — Em mais uma noite de tensão, os ataques russos deixaram ao menos duas vítimas em Kiev e áreas metropolitanas, segundo autoridades locais, enquanto o Exército ucraniano alertava que todo o país estava sob ameaça míssil.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou um ataque aéreo à capital e pediu calma à população: “As forças de defesa aérea estão operando na capital. Riamem-se nos abrigos antiaéreos!”, escreveu em seu canal no Telegram. Até o momento da publicação não havia informações completas sobre todos os danos, mas a confirmação de mortes confirma a escalada das operações.
Durante a noite, grupos inteiros de drones russos foram detectados em várias regiões ucranianas. Relatos da Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia, citados por Rbc-Ucraina, apontam que a ofensiva tem início registrado por volta das 20:25. Os primeiros alvos dos enxames de drones apareceram nas regiões de Chernihiv e Kharkiv, com subsequentes avistamentos em Sumy, Poltava, Chernigiv e Dnipropetrovsk.
Em solo russo, um ataque de drones ucranianos provocou um incêndio em uma zona industrial da cidade de Yelets, na região de Lipetsk. O governador local, Igor Artamonov, informou que ainda não há relatos de vítimas. A fábrica atingida pertence ao grupo “Energiya”, fornecedor de baterias com contratos para o Ministério da Defesa russo — um alvo que já havia sido atingido em ações anteriores.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país se prepara para duas vias: a diplomacia ou uma resposta de defesa ativa. Em postagem no Telegram, Zelensky ressaltou que a Ucrânia busca a paz, mas não entregará sua força: “Estamos prontos para a diplomacia ou, se necessário, para uma defesa mais ativa, caso a pressão dos parceiros sobre a Rússia seja insuficiente”.
Autoridades russas também relatam perdas de drones. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que a contra‑aérea derrubou cerca de 36 drones rumo à capital russa. A operação causou o fechamento temporário de aeroportos moscovitas e o cancelamento de quase 200 voos, segundo fontes russas e ucranianas. Em Kursk, o governador Alexander Khinshtein disse que mais de 11 mil residentes ficaram sem energia após alegado ataque a instalações energéticas em Khomutovka.
O cenário internacional também tem ecos políticos. O ex-presidente americano Donald Trump disse a repórteres que não acredita que a Ucrânia tenha atacado a residência do presidente russo Vladimir Putin. Em Moscou, o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitrij Medvedev, sugeriu que Washington poderia repetir operações similares às tentativas conhecidas contra Kiev em Caracas — uma provocação retórica que acrescenta tensão ao tabuleiro diplomático.
Como correspondente atento às decisões de Roma e aos seus impactos na sociedade, observo que este episódio reforça a necessidade de manter os alicerces da informação firmes: monitoramento civil, assistência a deslocados e clareza nas comunicações oficiais. A arquitetura das respostas militares e diplomáticas continuará a moldar a vida prática de cidadãos, imigrantes e ítalo‑descendentes afetados pelos fluxos de violência e migração.































