O planeta Júpiter será o grande protagonista do céu em janeiro: nas melhores condições de observação do mês, aproximar-se-á da Terra e atingirá sua máxima luminosidade, oferecendo um espetáculo imperdível para observadores casuais e entusiastas da astronomia. Segundo especialistas da Unione Astrofili Italiani (UAI), além de se destacar sozinho, Júpiter terá encontros interessantes com a Lua e fará parte de um cenário astronômico repleto de eventos planetários e pequenos corpos celestes.
O mês se inicia com a Terra alcançando o periélio em 3 de janeiro, o ponto de menor distância ao Sol, situado a pouco mais de 147 milhões de quilômetros — um dado que marca simbolicamente o início do calendário orbital anual. No mesmo dia, está prevista a primeira Lua cheia do ano. Para os observadores de meteoros, isso é uma notícia relevante: a intensa luminosidade lunar prejudicará a observação do pico da chuva de meteoros das Quadrantídeas, cujo máximo também cai em 3 de janeiro, reduzindo o contraste das centenas de meteoros que em condições ideais poderiam ser vistos.
A presença da Lua será, aliás, uma protagonista extra: ao longo de janeiro, o satélite natural da Terra terá pelo menos duas conjunções visuais com Júpiter, proporcionando imagens fotogênicas e bons momentos para astrofotógrafos e observadores com instrumentos. Mesmo quando a Lua roubar um pouco da atenção, Júpiter manterá seu brilho notável e continuará a ser facilmente localizado a olho nu, especialmente nas noites mais escuras.
Para além do show principal, os astrônomos amadores alertam para uma parada de cometas ao longo do mês: não visíveis a olho nu, esses cometas poderão ser seguidos com bom equipamento óptico e representam uma oportunidade para observações científicas amadoras e registros fotográficos. A UAI recomenda o uso de telescópios e binóculos apropriados para acompanhar esses objetos menos brilhantes.
No plano planetário, há outras datas a observar: Vênus ficará em conjunção com o Sol em 6 de janeiro, o que o tornará praticamente invisível no brilho solar por alguns dias. Mercúrio e outros planetas também terão posições de interesse durante o mês, exigindo acompanhamento dos calendários de efemérides para quem deseja planejar sessões de observação.
Em resumo, janeiro é um mês excelente para quem quer começar o ano com o pé no telescópio: Júpiter oferece visual marcante e acessível, a Lua adiciona drama fotográfico e as Quadrantídeas lembram que, mesmo quando obscurecidas pela luz lunar, sempre há motivos para olhar para cima. A recomendação dos especialistas é preparar equipamentos, checar previsões locais de céu limpo e aproveitar as noites mais favoráveis.
Fonte: Unione Astrofili Italiani / ANSA





























