As bolsas europeias iniciaram a primeira sessão de 2026 em alta, com Piazza Affari a registar um avanço positivo. O índice Ftse Mib de Milão subiu 0,60%, situando-se em 45.198 pontos no início do pregão.
No restante continente, Londres liderou os ganhos com +0,80%, enquanto Frankfurt, Paris e Madrid avançaram cerca de +0,3%. A capitalização de mercado italiana chega a 2026 após um 2025 extremamente positivo: +31,5% no ano passado e um acumulado de +89% nos últimos três anos.
Entre os destaques do mercado, o melhor desempenho de 2025, o grupo naval Fincantieri (setor defesa), segue em alta e subiu hoje +2,81% após a notícia de que a sua subsidiária Wass assegurou um contrato de €200 milhões com a Marinha indiana. Também no terreno dos contratos, o setor petrolífero vê Saipem ganhar terreno (+2%) depois de ter sido adjudicatária de obras offshore: dois projetos na Arábia Saudita avaliados em cerca de 600 milhões de dólares e um contrato na Turquia de 425 milhões de dólares.
No Ftse Mib, o melhor papel do dia foi Banca Mps, com valorização de +3,10%. Entre os poucos recuos, o fabricante de carros de luxo Ferrari anotou uma leve queda de -0,40%.
Também nos Estados Unidos espera-se um início de sessão positivo em Wall Street. O balanço de 2025 para o principal índice, o S&P 500, ficou em +16%, porém a desvalorização do dólar fez com que, para investidores em euros, o ganho real tenha sido bem reduzido — cerca de +3%.
No panorama asiático, os títulos ligados à inteligência artificial impulsionaram os índices de Seul e Hong Kong, que avançaram mais de 2% na noite anterior. As bolsas de Tóquio e Xangai permaneceram fechadas. Em Hong Kong ocorreu ainda o terceiro IPO de um projetista chinês de chips nas últimas semanas: Shanghai Biren, que estreou com alta de +72% no primeiro dia de negociações.
Os metais preciosos também destacaram-se no início do ano: o ouro subiu +1,62% após um ganho de +66% no ano anterior, enquanto a prata avançou +2,08% e acumula +152% nos últimos 12 meses.
Analistas apontam que a dinâmica para as próximas sessões dependerá de indicadores macroeconômicos, decisões de política monetária e das notícias sobre grandes contratos empresariais, especialmente nos setores de energia, defesa e tecnologia. Investidores permanecerão atentos às próximas divulgações de resultados e a sinais sobre a trajetória das taxas de juro.






























