Em frente à crescente tensão em Gaza e às repercussões internacionais, novas informações indicam que as Forças de Defesa de Israel (IDF) destruíram apenas metade dos túneis atribuídos ao movimento Hamas na área da Faixa de Gaza sob controle israelense. Fontes de segurança, citadas pelo site de notícias Walla, apontam que o ministro da Defesa, Yoav Katz, ordenou a intensificação das operações para localizar e neutralizar os túneis no lado controlado por Israel da chamada “Linha Amarela”.
Segundo o relato, unidades das IDF, incluindo engenheiros militares, atuam 24 horas por dia nessa missão, aplicando novos métodos técnicos com o objetivo de tornar as galerias inoperantes. As informações também destacam que as tropas israelenses controlam atualmente cerca de 53% da Faixa de Gaza.
No plano diplomático, o projeto de paz apresentado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê o início, ainda este mês, do desdobramento de uma Força Internacional de Estabilização em Gaza, que acompanharia um recuo gradual das tropas israelenses da região — um ponto que segue sob monitoramento internacional.
Enquanto isso, em Istambul, milhares de pessoas — estimativas de autoridades locais e da agência estatal Anadolu apontam para cerca de 500.000 manifestantes — participaram de uma grande marcha de Ano-Novo em apoio à causa palestina. A mobilização reuniu mais de 400 organizações da sociedade civil e teve como um dos organizadores Bilal Erdogan, filho do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
Os manifestantes, empunhando bandeiras palestinas e turcas, seguiram em direção à ponte de Galata entoando o lema “Não ficaremos em silêncio, não esqueceremos a Palestina”. Discursos foram proferidos durante o ato, que teve a apresentação da canção “Free Palestine”, do artista libanês Maher Zain. Em seu pronunciamento, Bilal Erdogan declarou: “Rezamos para que 2026 traga bem para toda nossa nação e para os palestinos oprimidos”.
No plano humanitário, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a decisão de Israel de suspender o fornecimento de eletricidade e água a instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA). Em nota divulgada por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, a medida “comprometeria ainda mais” a capacidade operativa da agência.
Dujarric ressaltou que a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas continua aplicável à UNRWA, aos seus bens, propriedades, funcionários e demais equipes, salientando a inviolabilidade dos bens utilizados pela agência. O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, também manifestou-se contra a decisão, avaliando-a como prejudicial à assistência oferecida aos refugiados palestinos.
O corte de serviços básicos para estruturas humanitárias aumenta a preocupação de organismos internacionais sobre a continuidade de operações essenciais em uma região já marcada por escassez e destruição. Observadores destacam que qualquer restrição à atividade da UNRWA pode agravar a crise humanitária na Faixa de Gaza, especialmente em áreas dependentes de ajuda externa.

























